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metadataTrad.dc.contributor.author Silva, Thiago Delaíde;
metadataTrad.dc.contributor.authorLattes http://lattes.cnpq.br/3638732649205512;
metadataTrad.dc.contributor.advisor Aquino, Marcelo Fernandes;
metadataTrad.dc.contributor.advisorLattes http://lattes.cnpq.br/3548986681329752;
metadataTrad.dc.publisher Universidade do Vale do Rio dos Sinos;
metadataTrad.dc.publisher.initials Unisinos;
metadataTrad.dc.publisher.country Brasil;
metadataTrad.dc.publisher.department Escola de Humanidades;
metadataTrad.dc.language pt_BR;
metadataTrad.dc.title Dignidade e autonomia na filosofia moral de Kant;
metadataTrad.dc.description.resumo O presente trabalho tem o objetivo de investigar as relações entre dignidade e autonomia na filosofia moral de Immanuel Kant. Uma vez que para Kant, a autonomia é o fundamento da dignidade humana, o problema investigado é colocado a partir da indagação acerca do status moral de seres humanos incapazes de agência racional autônoma. Na medida em que a concepção de dignidade kantiana está vinculada à autonomia e à moralidade, faz-se necessário uma investigação atenta às diferentes interpretações da ética kantiana relativa à extensão do status moral de indivíduos humanos. Na esteira desse problema desdobra-se a problematização acerca do conceito de pessoa como condicionante ou não para atribuição de dignidade a seres humanos que por ventura não sejam capazes de agência racional com autonomia. Esta dissertação procura investigar, a partir dos escritos éticos kantianos, elementos que possam iluminar o problema referido à luz da interpretação de comentadores da obra de Kant. O trabalho se divide em três capítulos. O primeiro procura apresentar a problemática da dignidade kantiana em uma aparente dissonância com o paradigma contemporâneo de dignidade, presente principalmente no âmbito do discurso dos direitos humanos. No segundo capítulo, o trabalho ocupa-se em apresentar um panorama geral da ética kantiana a fim de entender e discutir como as concepções de autonomia e dignidade de Kant estão vinculadas e o quanto estão ou não em sintonia outros postulados kantianos. Durante esse percurso discute-se como dignidade e autonomia se relacionam com o imperativo categórico, especialmente com a Fórmula da Humanidade, analisando uma aparente tensão entre personalidade e humanidade no seio da ética kantiana. No último capítulo, o texto versa sobre algumas tentativas de responder ao problema de conferir status moral a seres humanos incapazes de agência racional autônoma na filosofia moral de Kant. É feita a exposição crítica das interpretações de Allen Wood, Onora O’Neill, Patrick Kain, Oliver Sensen, Doris Schroeder e Paul Formosa. As contribuições teóricas desses autores são confrontadas entre si, na tentativa de clarear melhor as dificuldades enfrentadas pela teoria kantiana. Conclui-se que há divergência significativa entre alguns intérpretes de Kant, não havendo pleno consenso sobre se a dignidade humana se estende para além daqueles indivíduos incapazes de agência racional autônoma. Ao que tudo indica, parece haver aqueles que advogam por uma interpretação inclusiva da dignidade, no qual todos os seres humanos são pessoas e possuem igualmente status moral, independentemente de sua capacidade para a autonomia, enquanto outros tendem a uma interpretação restritiva, dando maior ênfase ao papel da autonomia e agência moral, o que se segue que nem todos seres humanos são pessoas, logo não possuem o mesmo status moral ou dignidade. Não parece estar muito claro, portanto, em que medida a concepção de dignidade kantiana está ou não em sintonia com a visão contemporânea de direitos humanos ao postular que todo ser humano possui dignidade. O tema, embora controverso, parece fundamental para aqueles que consideram que a ética kantiana oferece uma alternativa teórica e prática frente aos dilemas morais contemporâneos.;
metadataTrad.dc.description.abstract This work aims to investigate the relationship between dignity and autonomy in the moral philosophy of Immanuel Kant. Since for Kant, autonomy is the foundation of human dignity, the investigated problem is posed from the question about the moral status of human beings incapable of autonomous rational agency. Insofar as the concept of Kantian dignity is linked to autonomy and morality, it is necessary to investigate closely the different interpretations of Kantian ethics regarding the extension of the moral status of human individuals. In the wake of this problem, the problematization about the concept of person as a condition or not for the attribution of dignity to human beings who may not be capable of rational agency with autonomy unfolds. This dissertation seeks to investigate, from the Kantian ethical writings, elements that can illuminate the problem referred to in the light of the interpretation of commentators of Kant's work. The work is divided into three chapters. The first seeks to present the issue of Kantian dignity in apparent dissonance with the contemporary paradigm of dignity, present mainly within the scope of human rights discourse. In the second chapter, the work is concerned with presenting an overview of Kantian ethics in order to understand and discuss how Kant's conceptions of autonomy and dignity are linked and how much other Kantian postulates are in tune or not. During this journey, it is discussed how dignity and autonomy relate to the categorical imperative, especially with the Formula of Humanity, analyzing an apparent tension between personality and humanity within Kantian ethics. In the last chapter the text deals with some attempts to answer the problem of giving moral status to human beings incapable of autonomous rational agency in Kant's moral philosophy. Critical exposition of the interpretations of Allen Wood, Onora O'Neill, Patrick Kain, Oliver Sensen, Doris Schroeder and Paul Formosa is made. The theoretical contributions of these authors are confronted with each other, in an attempt to better clarify the difficulties faced by Kantian theory. It is concluded that there is significant divergence between some interpreters of Kant, with no full consensus on whether human dignity extends beyond those individuals incapable of autonomous rational agency. It seems that there are those who advocate an inclusive interpretation of dignity, in which all human beings are persons and have equal moral status, regardless of their capacity for autonomy, while others tend to a restrictive interpretation, giving greater emphasis to the role of autonomy and moral agency, which follows that not all human beings are persons, therefore they do not have the same moral status or dignity. It does not seem very clear, therefore, to what extent the concept of Kantian dignity is or is not in line with the contemporary view of human rights in postulating that every human being has dignity. The topic, although controversial, seems fundamental for those who consider that Kantian ethics offers a theoretical and practical alternative in the face of contemporary moral dilemmas.;
metadataTrad.dc.subject Ética kantiana; Dignidade humana; Autonomia moral; Conceito de pessoa; Status moral; Kantian ethics; Human dignity; Moral autonomy; Person concept; Moral status;
metadataTrad.dc.subject.cnpq ACCNPQ::Ciências Humanas::Filosofia;
metadataTrad.dc.type Dissertação;
metadataTrad.dc.date.issued 2020-03-27;
metadataTrad.dc.description.sponsorship CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
metadataTrad.dc.rights openAccess;
metadataTrad.dc.identifier.uri http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/9164;
metadataTrad.dc.publisher.program Programa de Pós-Graduação em Filosofia;


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