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Cartografia com as juventudes do ensino médio: percursos e subjetivações em uma escola pública de Cuiabá - Mato Grosso,

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Autor Viana, Beatriz Pinto;
Lattes do autor http://lattes.cnpq.br/7379446282425739;
Orientador Weschenfelder, Viviane Inês;
Lattes do orientador http://lattes.cnpq.br/6064352088824024;
Instituição Universidade do Vale do Rio dos Sinos;
Sigla da instituição Unisinos;
País da instituição Brasil;
Instituto/Departamento Escola de Humanidades;
Idioma pt_BR;
Título Cartografia com as juventudes do ensino médio: percursos e subjetivações em uma escola pública de Cuiabá - Mato Grosso,;
Resumo A Tese que desenvolvo visa analisar como as juventudes se posicionam e constroem sentidos em relação às suas experiências escolares no Ensino Médio, na Escola Estadual André Avelino Ribeiro, na cidade de Cuiabá, no estado do Mato Grosso. Parto do entendimento de que a escola é um espaço de atravessamentos, disputas e invenções, onde se produzem subjetividades e se desenham percursos de vida. O problema que me move é: como as juventudes do ensino médio têm se posicionado e produzido sentidos a partir de suas experiências no espaço escolar? A investigação sustenta-se em três objetivos específicos: a) investigar os sentidos que as juventudes atribuem a si mesmas e às suas relações com os outros, de modo a construírem suas subjetividades; b) mapear as percepções que as juventudes elaboram sobre a escola e as políticas públicas educacionais do Ensino Médio; c) discutir a relação entre juventudes, escola e sua função na construção da cidadania. As linhas de forças e afetos que atravessam esses objetivos é a aposta na escuta sensível, como condição para reconhecer os modos de ser, estar e (re)inventar no cotidiano escolar. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que assume a cartografia não como método fixo, mas como movimento aberto, processual e implicado. A produção dos dados, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, ocorreu por meio de rodas de conversa e oficinas artísticas, entendidas como campos de afetação e criação coletiva. Esses espaços permitiram que as juventudes expressassem suas experiências em múltiplas linguagens – falas, silêncios, imagens, traços e cores –, possibilitando o registro das tensões, críticas e desejos em relação à escola. Nos aportes teóricos, diálogos com estudos sobre juventude contemporânea (Dayrell, Pais, Martuccelli, entre outros) e com autores que problematizam a educação democrática (Laval & Dardot, Gallo, Silva e outros), além de Foucault (2006), Deleuze e Guattari, Sueli Ronik, as reflexões me permitem compreender a subjetivação como processo e a escola como espaço de forças que aprisionam e, ao mesmo tempo, possibilitam invenções. Os resultados evidenciam que as juventudes percebem a escola tanto como espaço de pertencimento e vínculos quanto como espaço que restringe a autonomia, limita a criatividade e barra os movimentos de participação. As críticas dirigidas à escola são contundentes: apontam a falta de escuta, as práticas de silenciamento e a rigidez de uma estrutura que pouco dialoga com seus interesses e realidades. Ao mesmo tempo, reivindicam uma escola que respeite as diferenças, valorize a diversidade e fortaleça os laços de cuidado, confiança e autoestima. A análise das rodas de conversa e produções artísticas revela que as juventudes não apenas habitam a escola, mas a interpretam e a tensionam criticamente, pedindo outros modos de viver e aprender, capazes de ampliar sua cidadania. A escuta, entendida como abertura genuína ao outro, emerge como condição fundamental para uma educação democrática, que reconhece as juventudes em sua complexidade e legitima seus modos de existir. Assim, reafirmo nesta tese que caminhar junto às juventudes é atravessar fronteiras, acolher incertezas e desafiar certezas. Mais do que mapear identidades fixas, proponho acompanhar fluxos e devires, que se constituem na relação com a escola. A tese inscreve-se, portanto, como um convite a repensar as práticas escolares, reconhecendo o papel das juventudes na produção de sentidos e na invenção de uma escola significativa, plural e viva.;
Abstract This thesis maps the experiences of high school youth in a public school in Cuiabá, Brazil, seeking to understand how their schooling intertwines with the production of subjectivities and the invention of ways of living, resisting, and claiming belonging. Rather than fixing identities or capturing essences, the research embraces movement, flows, and the traces that emerge from everyday crossings—particularly within the complex and contested terrain of public education. Drawing on the theoretical contributions of Deleuze, Guattari, Foucault, and Suely Rolnik, the investigation unfolds as a rhizomatic composition in which sensitive and engaged listening functions both as method and ethical-political stance. The research is qualitative and processual, with data generated through conversation circles, artistic workshops, and visual narratives—understood not merely as data collection techniques but as shared spaces of affect, creation, and critical expression. Conducted at Escola Estadual André Avelino Ribeiro, the study involved collaborative encounters that allowed youth to articulate their experiences in multiple languages—words, silences, drawings, images—capturing tensions, critiques, and desires about school life. Thematic analysis reveals that youth simultaneously see school as a space of belonging and socialization and as a setting that restricts autonomy, silences voices, and resists participation. Their narratives call for a school that respects differences, values diversity, and fosters relationships of care, trust, and mutual recognition. School experience—when mediated by dialogue, listening, and openness—emerges as a crucial element for strengthening self-esteem, expanding participation, and enabling the creation of new life projects. This study argues for rethinking pedagogical practices beyond rigid frameworks, advancing an education that privileges encounters, active listening, and recognition of youth plurality. Listening, understood as a genuine openness to the other, is proposed as a key condition for democratic and emancipatory education, where students learn not only academic content but also ways of being and becoming. In conclusion, this thesis affirms that walking alongside youth means crossing boundaries, welcoming uncertainty, and challenging certainties. Schools that embrace this movement can become fertile ground for the production of autonomous and engaged subjectivities, turning education into a space of invention, plurality, and transformation.;
Palavras-chave Juventudes; Ensino Médio; Subjetivação; Escola; Cidadania; Youth; High school; Subjectivation; School; Citizenship;
Área(s) do conhecimento ACCNPQ::Ciências Humanas::Educação;
Tipo Tese;
Data de defesa 2025-10-07;
Agência de fomento Nenhuma;
Direitos de acesso openAccess;
URI http://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/13975;
Programa Programa de Pós-Graduação em Educação;


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