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Narrativas (auto)biográficas de mulheres negras doutoras: estilhaçando a máscara e escancarando o racismo, o sexismo e a branquitude na saúde coletiva

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metadataTrad.dc.contributor.author Ferreira, Rose Mari;
metadataTrad.dc.contributor.authorLattes http://lattes.cnpq.br/9374729760185721;
metadataTrad.dc.contributor.advisor López, Laura Cecilia;
metadataTrad.dc.contributor.advisorLattes http://lattes.cnpq.br/0621367687187866;
metadataTrad.dc.publisher Universidade do Vale do Rio dos Sinos;
metadataTrad.dc.publisher.initials Unisinos;
metadataTrad.dc.publisher.country Brasil;
metadataTrad.dc.publisher.department Escola de Saúde;
metadataTrad.dc.language pt_BR;
metadataTrad.dc.title Narrativas (auto)biográficas de mulheres negras doutoras: estilhaçando a máscara e escancarando o racismo, o sexismo e a branquitude na saúde coletiva;
metadataTrad.dc.description.resumo As mulheres negras demarcam a escrita como um ato político. As narrativas possibilitam compreender as experiências de mulheres negras que entrecruzam o pessoal e o social, produzindo conhecimento que extrapola os traçados rígidos, fechados e quantificáveis da ciência moderna. O Racismo é um sistema estruturante que constitui as relações sociais nesse país, fundamentando desigualdades, baseadas na raça ou etnia. O objetivo geral dessa pesquisa é analisar as trajetórias de mulheres negras doutoras, considerando suas posições no espaço acadêmico e científico da saúde coletiva. A pesquisa tem delineamento qualitativo, em nível exploratório, foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Os instrumentos de produção de dados foram questionário de identificação sociodemográfica, entrevistas narrativas biográficas e anotações em caderno de campo. Para interpretação dos dados utilizou-se da hermenêutica, à luz do conceito de escrevivência de Conceição Evaristo. Foram entrevistadas três mulheres negras, duas autodeclaradas pretas e uma parda, no período de agosto a outubro de 2023. As entrevistas aconteceram em locais escolhidos pelas participantes da pesquisa, duas cafeterias/livrarias, localizadas em um bairro na cidade de Porto Alegre/RS e uma entrevista via Google Meet. As narrativas foram gravadas e após a gravação, foram transcritas para um arquivo Word. As três mulheres construíram suas carreiras acadêmicas em cursos na área da saúde, com doutorado e/ou pós-doutorado na Saúde coletiva. Atualmente são docentes em Instituições de Ensino Superior, atuam em movimentos sociais, em coletivos da negritude e desenvolvem outras ações além da docência. As narrativas densas e repletas de situações marcantes, revelaram episódios de racismo na trajetória acadêmica das colaboradoras. Desde o período de formação até a pós-graduação, as entrevistadas foram vítimas de racismo, que se apresentou de formas distintas durante o percurso acadêmico, característica do “racismo à brasileira”. Já atuando como docentes, foram confundidas com a equipe responsável pela limpeza do prédio e, por vezes, com estudantes da graduação. As docentes relataram que, por suas escolhas quanto ao referencial teórico adotado em suas pesquisas, tiveram suas produções acadêmicas colocadas em dúvida. Embora tenham sido vítimas machismo e racismo durante suas trajetórias, não desistiram e continuaram abrindo portas para outras pessoas negras. Produzem conhecimento, demarcando suas posições acadêmicas, ocupando lugares de coordenadoras de projetos. A luta contra o racismo deve se estender para todas as demandas sociais e na academia essa luta não é diferente. É urgente a implementação de ações afirmativas em todos os programas de pós-graduação e cumprimento da lei de reserva de vagas para pessoas pretas em concursos do magistério superior.;
metadataTrad.dc.description.abstract Black women demarcate writing as a political act. Narratives make it possible to understand the experiences of black women who intersect the personal and the social, producing knowledge that goes beyond the rigid, closed and quantifiable lines of modern science. Racism is a structural system that constitutes social relations in this country, underpinning inequalities based on race or ethnicity. The general aim of this research is to analyze the trajectories of black women doctors, considering their positions in the academic and scientific space of public health. The research has a qualitative design, at an exploratory level, and was submitted to and approved by the Research Ethics Committee. The instruments used to produce the data were a sociodemographic identification questionnaire, biographical narrative interviews and notes in a field notebook. Hermeneutics was used to interpret the data, in the light of Conceição Evaristo's concept of writing. Three black women were interviewed, two self-declared black and one brown, between August and October 2023. The interviews took place in locations chosen by the research participants, two coffee shops/bookstores, located in a neighborhood in the city of Porto Alegre/RS and one interview via Google meet. The narratives were recorded and after recording, they were transcribed into a Word file. The three women built their academic careers in health courses, with doctorates and/or post-doctorates in Public Health. They are currently lecturers at higher education institutions, work in social movements, in black collectives and carry out other activities in addition to teaching. The dense narratives, full of striking situations, revealed episodes of racism in their academic careers. From their formative years to postgraduate studies, the interviewees were victims of racism, which was presented in different ways during their academic career, a characteristic of "Brazilian racism". As teachers, they were mistaken for the staff responsible for cleaning the building and sometimes for undergraduate students. The professors reported that, because of their choices regarding the theoretical framework adopted in their research, their academic productions were called into question. Although they have been victims of sexism and racism during their careers, they have not given up and have continued to open doors for other black people. They produce knowledge, demarcating their academic positions and occupying positions as project coordinators. The fight against racism must be extended to all social demands and academia is no different. There is an urgent need to implement affirmative action in all postgraduate programs and to comply with the law on reserving places for black people in higher education competitions.;
metadataTrad.dc.subject Racismo; Mulheres negras; Narrativas; Racism; Black women; Narratives;
metadataTrad.dc.subject.cnpq ACCNPQ::Ciências da Saúde::Saúde Coletiva;
metadataTrad.dc.type Tese;
metadataTrad.dc.date.issued 2024-01-12;
metadataTrad.dc.description.sponsorship PROSUP - Programa de Suporte à Pós-Gradução de Instituições de Ensino Particulares;
metadataTrad.dc.rights openAccess;
metadataTrad.dc.identifier.uri http://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/13075;
metadataTrad.dc.publisher.program Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva;


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