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Autor Nied, Camila;
Lattes do autor https://lattes.cnpq.br/0198455952696698;
Orientador Junges, José Roque;
Lattes do orientador https://lattes.cnpq.br/1507037252079657;
Co-orientador Lopes, Priscila Pereira da Silva;
Lattes do co-orientador https://lattes.cnpq.br/8923549168752584;
Instituição Universidade do Vale do Rio dos Sinos;
Sigla da instituição Unisinos;
País da instituição Brasil;
Instituto/Departamento Escola de Saúde;
Idioma pt_BR;
Título Experiências de sofrimento psíquico na adolescência;
Resumo A presente tese, elaborada no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), teve como temática central as experiências de sofrimento psíquico de adolescentes. A pesquisa objetivou compreender como os adolescentes vivenciam o sofrimento psíquico e o significado das ações no mundo da vida, fundamentando-se na sociologia fenomenológica de Alfred Schutz. O estudo qualitativo foi desenvolvido em uma escola pública do Rio Grande do Sul, a partir de entrevistas individuais com 20 estudantes de 16 a 19 anos realizadas em 2023. Permitiu-se interpretar as experiências dos adolescentes à luz de conceitos como situação biográfica, estoque de conhecimento, motivações e tipificações. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unisinos sob parecer número 6.186.778. Os resultados se desdobram em dois artigos: o primeiro discute as motivações para o trabalho na adolescência, temática que surgiu de forma significativa nas entrevistas e análises, enquanto o segundo volta-se às experiências de sofrimento psíquico e ao significado da ação diante dessa vivência. Os resultados do primeiro artigo evidenciaram que o trabalho na adolescência, ainda que permeado por dificuldades, é significado pelos adolescentes como possibilidade de autonomia, pertencimento e reconhecimento social, constituindo-se como ação social situada e marcada por múltiplas motivações. O segundo artigo evidenciou que o sofrimento psíquico emerge principalmente das fragilidades nas relações familiares e escolares e se expressa na indizibilidade, frequentemente silenciada ou banalizada pelos outros. As ações mobilizadas diante dessas vivências variaram entre o silêncio, a autolesão, a busca de apoio e a construção de formas próprias de ressignificação. A convergência entre os achados da tese demonstra que a adolescência deve ser compreendida como experiência situada no mundo da vida, e não apenas como uma etapa normativa do desenvolvimento, reconhecendo os adolescentes como sujeitos de ação social. Ao problematizar fenômenos frequentemente tratados de modo normativo ou patologizante, a tese contribui para ampliar o debate sobre a adolescência e saúde mental no campo da Saúde Coletiva, oferecendo subsídios para pesquisas futuras, políticas públicas e práticas de cuidado que valorizem a singularidade dos adolescentes, fortaleçam a escuta qualificada e ampliem as redes de apoio intersetoriais.;
Abstract This doctoral thesis, developed within the Graduate Program in Public Health at the University of Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), focused on the experiences of psychological suffering among adolescents. The research aimed to understand how adolescents experience psychological suffering and the meaning of their actions in the life-world, grounded in the sociological phenomenology of Alfred Schutz. The qualitative study was conducted in a public school in Rio Grande do Sul, Brazil, through individual interviews with 20 students aged 16 to 19, carried out in 2023. The analysis interpreted adolescents’ experiences through concepts such as biographical situation, stock of knowledge, motivations, and typifications. The project was approved by the Research Ethics Committee of UNISINOS under opinion number 6.186.778. The results unfold into two articles: the first discusses adolescents’ motivations for work — a theme that emerged significantly during interviews and analysis — while the second focuses on experiences of psychological suffering and the meaning of action in the face of such experiences. Findings from the first article revealed that adolescent work, although marked by challenges, is understood by adolescents as a possibility for autonomy, belonging, and social recognition, thus constituting a situated social action shaped by multiple motivations. The second article showed that psychological suffering mainly arises from fragile family and school relationships and is expressed through “unspeakability,” often silenced or trivialized by others. The actions mobilized in response to these experiences ranged from silence and self-injury to seeking support and developing personal ways of resignification. The convergence of the thesis findings demonstrates that adolescence should be understood as an experience situated in the life-world, rather than merely as a normative stage of development, recognizing adolescents as subjects of social action. By problematizing phenomena often treated in normative or pathologizing ways, this thesis contributes to broadening the debate on adolescence and mental health in the field of Public Health, offering insights for future research, public policies, and care practices that value adolescents’ uniqueness, strengthen qualified listening, and expand intersectoral support networks.;
Palavras-chave Saúde mental; Adolescentes; Fenomenologia; Mental health; Adolescents; Phenomenology;
Área(s) do conhecimento ACCNPQ::Ciências da Saúde::Saúde Coletiva;
Tipo Tese;
Data de defesa 2025-10-22;
Agência de fomento CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
Direitos de acesso openAccess;
URI http://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/14016;
Programa Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva;


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