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Aprender-sendo: cidadania comunicativa e existências comunicacionais de mulheres negras de Codó e Imperatriz, no Instagram

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metadataTrad.dc.contributor.author Sousa, Leila Lima de;
metadataTrad.dc.contributor.authorLattes http://lattes.cnpq.br/9312604992263679;
metadataTrad.dc.contributor.advisor Gómez de la Torre, Alberto Efendy Maldonado;
metadataTrad.dc.contributor.advisorLattes http://lattes.cnpq.br/0850914521365876;
metadataTrad.dc.publisher Universidade do Vale do Rio dos Sinos;
metadataTrad.dc.publisher.initials Unisinos;
metadataTrad.dc.publisher.country Brasil;
metadataTrad.dc.publisher.department Escola da Indústria Criativa;
metadataTrad.dc.language pt_BR;
metadataTrad.dc.title Aprender-sendo: cidadania comunicativa e existências comunicacionais de mulheres negras de Codó e Imperatriz, no Instagram;
metadataTrad.dc.description.resumo A tese apresenta como objetivo geral investigar a construção de existências comunicacionais de mulheres negras das cidades de Codó e Imperatriz no Instagram e a produção de cidadania comunicativa. Propomos um deslocamento analítico do conceito de cidadania comunicativa a partir das perspectivas de raça e de gênero, opressões interseccionais (GONZALEZ, 1984; 2011; CRENSHAW, 2002; COLLINS, 2019) que atravessam e estruturam a experiência e a vivência das sujeitas da pesquisa. Trata-se de um estudo transmetodológico (MALDONADO, 2013; 2015; 2019) em que contextos micro e macro se entrecruzam e se inter-relacionam para promover tensionamentos nas categorias centrais de investigação. A raça é analisada e interpretada como princípio fundante e estruturante das desigualdades sociais brasileiras (CARNEIRO, 2019; GONZALEZ, 1984; 2011). Dessa forma, quando interseccionada ao gênero e à classe, constrói e perpetua políticas de invisibilização, de desumanização e de desvantagem estrutural para as mulheres negras, o que permite identificar como as políticas de silenciamento invisibilizam a existência discursiva dessas sujeitas (HOOKS, 2019; KILOMBA, 2019). Raça, colonialidade (CÉSAIRE, 1978; MUNANGA, 2003; QUIJANO, 2005), gênero (LUGONES, 2014; CURIEL, 2020), branquitude (BENTO, 2011; SCHUCMAN, 2020) e cidadania comunicativa (BONIN, 2011b;2013; CORTINA, 2005; MONJE, 2011) são algumas das dimensões problematizadas nesta investigação, pois são noções que se interseccionam com as problemáticas dos contextos, as vivências, os saberes e as experiências das sujeitas da pesquisa. Por isso, os arranjos metodológicos (BONIN, 2006) que compõem a investigação estão implicados e dialogam com as mediações contextuais. Na fase sistemática, entrevistas em profundidade realizadas com as mulheres de Codó e Imperatriz abordaram questionamentos diversos sobre as opressões interseccionais que se aproximaram das premissas da epistemologia feminista negra (COLLINS, 2019). Assim, o conceito foi operacionalizado também como dimensão metodológica, ganhando vida diante da realidade concreta (MALDONADO, 2013). No segundo momento da etapa sistemática da investigação, referente à análise e à interpretação das publicações no Instagram, discorremos sobre processos de composição das escritas de si (FOUCAULT, 1992) em formato de escrevivências (EVARISTO, 2017) através da leitura, observação e interpretação das publicações realizadas no Instagram. As publicações na rede social foram sistematizadas no período de janeiro de 2019 a agosto de 2020. Defendemos e argumentamos que a produção de cidadania comunicativa estabelece as perspectivas de raça e de gênero como ponto de partida e de diálogo. Assim, a construção da cidadania atravessa o reconhecimento como sujeito e a construção de existências comunicacionais que abordam novas significações sobre os corpos negros na produção de enquadramentos estético-visuais em desestabilizações às imagens de controle (COLLINS, 2019). Configuram jogos de resistência contra os estereótipos. A produção de cidadania atravessa, ainda, a autodefinição, a autonomia e a experimentação comunicacional de potencialização da fala e de disputas discursivas a partir da posição de sujeito. Defendemos que as mulheres constroem a perspectiva de aprender-sendo: processo de elaboração do saber ético-político, no qual as sujeitas disputam e elaboram narrativas através da construção de existências comunicacionais, nas quais exercem o poder de se autonomearem e escreverem a própria história.;
metadataTrad.dc.description.abstract The thesis has as its general objective to investigate the construction of communicational existences of black women from the cities of Codó and Imperatriz on Instagram and the production of communicative citizenship. We propose an analytical shift in the concept of communicative citizenship from the perspectives of race and gender, intersectional oppressions (GONZALEZ, 1984; 2011; CRENSHAW, 2002; COLLINS, 2019) that cross and structure the experience and experience of the subjects of the research. This is a transmethodological study (MALDONADO, 2013; 2015; 2019) in which micro and macro contexts intertwine and interrelate to promote tension in the central research categories. Race is analysed and interpreted as a founding and structuring principle of Brazilian social inequalities (CARNEIRO, 2019; GONZALEZ, 1984; 2011). Thus, when added to gender and class, structural change for black women, which it allows identifying how silencing policies make these subjects' discursive existence invisible (hooks, 2019; KILOMBA, 2019). Race, coloniality (CÉSAIRE, 1978; MUNANGA, 2003; QUIJANO, 2005), gender (LUGONES, 2014; CURIEL, 2020), whiteness (BENTO, 2011; SCHUCMAN, 2020) and communicative citizenship (BONIN, 2011b; 2013; CORTINA, 2005; MONJE, 2011) are some of the dimensions problematized in this investigation, as they are notions that intersect with the problems of the contexts, the experiences, the knowledge and the experiences of the subjects of the research. For this reason, the methodological arrangements (BONIN, 2011b) that make up the investigation are involved and dialogue with contextual mediations. In the systematic phase, In-depth interviews with women from Codó and Imperatriz addressed various questions about the intersectional oppressions that approached the premises of black feminist epistemology (COLLINS, 2019). Thus, the concept was also operationalized as a methodological dimension, coming to life in the face of concrete reality (MALDONADO, 2013). In the second stage of the systematic stage of the investigation, referring to the analysis and interpretation of publications on Instagram, we discuss the composition processes of the writings of himself (FOUCAULT, 1992) in the form of registries (EVARISTO, 2017) through reading, observation and interpretation of the publications made on Instagram. the concept was also operationalized as a methodological dimension, coming to life in the face of concrete reality (MALDONADO, 2013). In the second stage of the systematic stage of the investigation, referring to the analysis and interpretation of publications on Instagram, we discuss the composition processes of the writings of itself (FOUCAULT, 1992) in the form of registries (EVARISTO, 2017) through reading, observation and interpretation of the publications made on Instagram. the concept was also operationalized as a methodological dimension, coming to life in the face of concrete reality (MALDONADO, 2013). In the second stage of the systematic stage of the investigation, referring to the analysis and interpretation of publications on Instagram, we discuss the composition processes of the writings of himself (FOUCAULT, 1992) in the form of registries (EVARISTO, 2017) through reading, observation and interpretation of the publications made on Instagram. Publications on the social network were systematized from January 2019 to August 2020. We defend and argue that the production of communicative citizenship establishes the perspectives of race and gender as a starting point and dialogue. Thus, the construction of citizenship goes through recognition as a subject and the construction of communicational existences that address new meanings about black bodies in the production of aesthetic-visual framings in destabilizations to control images (COLLINS, 2019). They set up resistance games against stereotypes. The production of citizenship also crosses self-definition, autonomy and communicational experimentation to enhance speech and discursive disputes from the position of subject. We defend that women build the prospect of learning-being: process of elaborating ethical-political knowledge, in which subjects compete and elaborate narratives through the construction of existences, in which they exercise the power to autonomize themselves and write their own history.;
metadataTrad.dc.subject Mulher negra; Transmetodologia; Cidadania comunicativa; Raça; Gênero; Black woman; Transmethodology; Communicative citizenship; Breed; Genre;
metadataTrad.dc.subject.cnpq ACCNPQ::Ciências Sociais Aplicadas::Comunicação;
metadataTrad.dc.type Tese;
metadataTrad.dc.date.issued 2021-03-26;
metadataTrad.dc.description.sponsorship CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
metadataTrad.dc.rights openAccess;
metadataTrad.dc.identifier.uri http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/9805;
metadataTrad.dc.publisher.program Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação;


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