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Ensino remoto emergencial e Transtorno do Espectro Autista: inclusão em meio a Covid-19

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metadataTrad.dc.contributor.author Soares, Juliana;
metadataTrad.dc.contributor.advisor Müller, Melissa Hickmann;
metadataTrad.dc.contributor.advisorLattes http://lattes.cnpq.br/4921819164090121;
metadataTrad.dc.publisher Universidade do Vale do Rio dos Sinos;
metadataTrad.dc.title Ensino remoto emergencial e Transtorno do Espectro Autista: inclusão em meio a Covid-19;
metadataTrad.dc.description.resumo O ensino remoto emergencial tornou-se uma realidade no contexto de pandemia de COVID-19, que se instaurou no mundo desde o final de 2019, chegando ao Brasil em fevereiro de 2020. O período de distanciamento social, orientação para diminuir a disseminação do vírus, trouxe fortes consequências para todos. Entretanto, pessoas com deficiência e transtornos mentais foram os principais afetados. O presente trabalho refere-se principalmente às crianças com Transtorno do Espectro Autista. De acordo com a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, estima-se que existam cerca de 2 milhões de pessoas com autismo no Brasil, aproximadamente 200 mil delas no Rio Grande do Sul e quase 50 mil em idade escolar (SES, 2020). Portanto, percebe-se que a inclusão é um tema que vem ganhando maior notoriedade. No contexto de ensino remoto emergencial questiona-se sobre como a inclusão escolar destes alunos estava acontecendo. Assim sendo, o objetivo desta pesquisa foi analisar como ocorreu a inclusão do aluno dos anos iniciais com Transtorno do Espectro Autista no contexto de ensino remoto, considerando as mudanças ocorridas nas práticas de ensino devido a pandemia da Covid-19. Foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa, com dimensão temporal transversal e delineamento descritivo. Foram realizadas entrevistas com três mães e duas professoras de alunos com TEA do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental (EF) de duas escolas públicas do município de São Leopoldo/RS. Os participantes preencheram um questionário sociodemográfico on-line, assim como participaram de entrevistas semiestruturadas de forma remota. Foi realizada uma análise de conteúdo referente às entrevistas ocorridas com mães e professoras participantes da pesquisa. Com base nas respostas à entrevista, foram elencadas quatro categorias para discussão: Distanciamento social e suas consequências; Desempenho escolar e regressão de habilidades; Importância do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e do Profissional de Apoio à Inclusão Escolar (PAIE) e; Colaboração e papel da família na inclusão. Mudanças na rotina e alterações comportamentais negativas, como irritabilidade, diminuição da concentração e incapacidade de lidar com frustrações foram relatados pelos participantes da pesquisa como consequências do isolamento social. Além disso, os relatos mostraram diferentes modelos de ensino durante o contexto remoto, nos quais alguns alunos assistiam às aulas síncronas, enquanto outros faziam apenas as atividades assíncronas ou participavam de encontros simultâneos com o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Portanto, entende-se que não houve equidade em relação ao ensino oferecido e que o desempenho escolar foi prejudicado nesta circunstância. Ademais, os voluntários da pesquisa relataram aspectos que foram decisivos para uma inclusão mais eficiente, tanto no ensino presencial, quanto no remoto, assim como estratégias para futuras experiências. Um dos aspectos importantes na inclusão foi a colaboração entre família e escola, no sentido de trocar experiências e informações sobre a criança e facilitar seu processo de aprendizagem. Além disso, os participantes relataram a relevância do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e dos Profissionais de Apoio à Inclusão Escolar (PAIE) nos processos inclusivos e narram a falta que estes serviços fizeram durante o ensino remoto e como poderiam ter auxiliado neste contexto. Os resultados da pesquisa evidenciaram fragilidades consistentes nos processos inclusivos de alunos com TEA durante o ensino remoto. Para ser eficiente, a aprendizagem neste contexto precisa passar por reformulações e estratégias em busca de melhorar a equidade entre os alunos.;
metadataTrad.dc.subject Inclusão; Transtorno do Espectro Autista; Ensino remoto emergencial; Covid-19;
metadataTrad.dc.type TCC;
metadataTrad.dc.date.issued 2022-07-15;
metadataTrad.dc.identifier.uri http://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/12800;
metadataTrad.dc.audience.educationLevel Graduação;
metadataTrad.dc.curso Psicologia;


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