Tomada de decisões estratégicas de investimentos em novos negócios nas cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Gestão e Negócios

Programa

Programa de Pós-Graduação em Gestão e Negócios

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

As cooperativas agropecuárias desempenham papel fundamental para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. Devido às suas características únicas, a partir das quais seus membros associados desempenham simultaneamente os papeis de proprietários, fornecedores, clientes e colaboradores, emerge um importante desafio de tomar decisões estratégicas, exigindo a observância dos princípios cooperativistas. Nas últimas décadas, muitas cooperativas enfrentaram desafios ou até mesmo sucumbiram, enquanto outras expandiram exponencialmente e se solidificaram. Nesse contexto, esta pesquisa analisou as variáveis consideradas pelos gestores das cooperativas ao decidirem sobre investimentos em novos negócios. Este estudo baseia-se na análise dos três elementos que formam o tripé da estratégia: Visão Baseada na Indústria, Visão Baseada nos Recursos e Visão Baseada nas Instituições. A abordagem da pesquisa foi direcionada para a compreensão de como cada componente do tripé estratégico influencia a tomada de decisão nas cooperativas. Por meio de um estudo de casos múltiplos, foram realizadas entrevistas com os principais gestores de três cooperativas, todos com poder e experiência decisória em investimentos estratégicos em suas organizações. No campo teórico, o estudo contribuiu para demonstrar a integração entre os três elementos do tripé da estratégia, evidenciando a influência de cada um nas decisões de investimento. Os resultados indicam que as decisões são impactadas por forças competitivas, recursos internos e fatores institucionais. No entanto, as pressões decorrentes da concorrência no setor se destacam como as mais perceptíveis pelos gestores. Com base nesses achados, o estudo propôs diretrizes e recomendações para fortalecer a governança, otimizar a alocação de recursos e reduzir a dependência de fatores externos, contribuindo para a solidez, o crescimento sustentável e a perenidade das cooperativas.