| Resumo |
A confiança é a base de todas as relações. Segundo Luhmann (1996), confiar é da natureza humana e condição para a existência. As empresas, tornando-se globais, demandam adaptação das pessoas para conviver nesses espaços multiculturais, e a confiança é um alicerce importante. O objetivo desse trabalho é justamente compreender a percepção de um grupo de gestores sobre confiança acerca das diferenças culturais. No referencial teórico, buscou-se conhecer melhor o assunto sob a visão de vários autores e as principais teorias pesquisadas foram: Confiança, Cultura, Cultura Nacional, Cultura Organizacional, Traços Culturais dos países envolvidos na pesquisa e Valores. A estratégia de pesquisa adotada neste trabalho é o estudo de caso, de natureza exploratória baseado em uma pesquisa qualitativa. No desenvolvimento da pesquisa aplicou-se entrevista semiestruturada para um grupo de 13 gestores de diferentes nacionalidades e a análise de conteúdo foi utilizada como técnica para identificar a percepção dos gestores, devido a distância e as diferenças culturais entre as partes. A partir da análise dos dados coletados, foi possível identificar a percepção de confiança na cultura de origem dos entrevistados. Conclui-se, que mesmo existindo as diferenças culturais, a confiança possui uma base comum. A percepção do conceito de confiança para esses gestores é que a confiança é um valor inerente à cultura e à personalidade do indivíduo, baseada nos valores e crenças. As diferenças culturais existentes influenciam nas relações de confiança, assim como o contexto, espaço, tempo, interação e reciprocidade, porém não são determinantes no processo de estabelecimento da confiança. Também, evidenciam-se fatores facilitadores e dificultadores independente da cultura de origem do entrevistado. Portanto, a confiança é um dos elementos presentes na essência dos indivíduos.; |