Resumen:
A pesquisa do design estratégico dialogada com a complexidade tem permitido expandir o conhecimento teórico-prático em novos e desafiantes contextos. A partir de conceitos complexos interligados, como desordem-interação-ordem-organização, princípios de recursividade, hologramático e dialógico e autoecorreorganização, a tese desenhou-se por experimentar agipensentir (sentir-pensar-agir) a vida em sete possíveis níveis: 1º Energizar-Sincronizar-Emitir; 2º Experienciar-Refletir-Agir; 3º Sentir-Pensar-Fazer; 4º Diagnosticar-Planejar-Executar; 5º Compartilhar-Projetar-Cooperar; 6º Conectar-Pactuar-Cocriar; 7º Energizar-Sincronizar-Emitir. Os níveis integrados e circulares se apresentam como metAMORfoses, definidas como processos de amar cada parte aqui-agora até perceber-se o todo e o nada. A experimentação na vida junto a uma das fases humanas classificadas como primeira infância teve de ser ressignificada de uma coleta de evidências por práticas para uma análise de um corpus de materiais institucionais, informacionais e artísticos. Desde a secular Declaração Universal dos Direitos das Crianças até as políticas públicas nacionais, estaduais e municipais, passando pela Caderneta das Crianças - Passaporte da Cidadania, documentários, congressos e a arte audiovisual do Mundo Bita, foram abordados 18 materiais em uma metáfora respiratória (AERO) de análise como Auto-Eco-Re-Organizações. O método como um caminho decolonial, apresentou a vida por voltas e revoltas dos circuitos espiralares da metAMORfose dos corpos/corpus (autoecorreorganizações) que respiram (inspiração-expansão e expiração-retração). A proposta apresenta-se no agipensentir cada uma e todas as dimensões inseparáveis dos microcosmos-indivíduo-sociedade-espécie-vida-macrocosmos que somos.