Uma análise sobre o mito “as mulheres falam demais” no desenho infanto-juvenil a pequena sereia

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

A presente pesquisa objetiva analisar a perpetuação do mito “As Mulheres Falam Demais” na adaptação cinematográfica do conto A Sereiazinha (ANDERSEN, 1837) pelos estúdios Walt Disney Pictures. De forma a atingir esse objetivo, realiza-se a análise do capítulo VI Women Talk Too Much, redigido por Janet Holmes, no livro Language Myths (TRUDGILL; BAUER, 1998) juntamente a uma comparação do conto original de Andersen (1837) e a adaptação A Pequena Sereia (CLEMENTS; MUSKER,1989), seguida por uma leitura da personagem Ariel de acordo com os arquétipos definidos por Randazzo (1996). Para completar essa investigação, realiza-se a revisão da música Corações Infelizes (MENKEN; ASHMAN, 1989) em busca de estrofes que evidenciem a difusão da crença. O exame final comprova a reprodução não apenas do mito “As Mulheres Falam Demais”, mas também do mito da beleza (WOLF, 1992). A partir das perspectivas feministas emergentes após a terceira onda do feminismo (WALKER, 1992), esse estudo chama atenção para a prematura propagação de crenças cujas consequências perduraram até a vida adulta.