Por uma educação antirracista: cinema como ferramenta de combate ao racismo estrutural em sala de aula
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O trabalho busca analisar materiais audiovisuais, considerando sua relevância para a educação, especialmente quando tais produções tensionam questões relacionadas ao racismo estrutural. A proposta central do trabalho é analisar um curta metragem, um documentário e um longa-metragem, todos brasileiros, que trazem como tema crucial o racismo como elemento que compõe a organização econômica e política da sociedade brasileira. O projeto fomenta o cumprimento da Lei 10.639/03, de 9 de janeiro de 2003, que torna obrigatório, entre outras proposições, nos currículos escolares, o estudo de História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade brasileira, exercendo pressão nos estigmas naturalizados no imaginário social sobre as relações raciais. Ou seja, se encaixa nas proposições pautadas para uma educação antirracista. O trabalho é divido em seções. Na primeira seção buscamos discutir o campo de pesquisas em cinema e educação, sobretudo, o papel dos filmes no ensino de História na etapa final da Educação Básica e, posteriormente, abordar alguns conceitos essências para a análise empírica. Na segunda seção, apresentamos a metodologia de trabalho e, com isso, os materiais audiovisuais analisados. Na terceira seção nos dedicamos à análise propriamente dita. Uma das premissas desta pesquisa é fornecer subsídios para promoção de um diálogo sobre os conceitos de raça e racismo na dinâmica da sociedade contemporânea brasileira, mediante produções audiovisuais e conhecimento científico – em sua maioria, de pessoas não-brancas.
