A judicialização da saúde e o fornecimento de medicações de alto custo

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Programa

Agência de fomento

Resumo

A presente pesquisa objetiva responder sobre qual é o papel dos entes federados para garantir a medicação de alto custo e apontar os pontos relacionados aos problemas de excesso de judicialização no direito à saúde. Menciona-se que a evolução tecnológica e o direito não andam na mesma velocidade e a falta de informação e comunicação entre os sistemas dos entes federados, da população, dos profissionais da saúde e a comunidade jurídica, acabam por resultar em ações desnecessárias, que poderiam ter resolução administrativamente. O método utilizado para a elaboração do presente trabalho é a pesquisa descritiva, analisando e interpretando os fenômenos sem adentrar ao mérito. Inicialmente, elenca, sinteticamente, o contexto histórico do direito à saúde, enfatizando seu surgimento e a aplicabilidade. A seguir, apresenta-se as leis e programas utilizados para garantia do direito à medicação de alto custo e daqueles medicamentos que não se encontram na lista do Sistema Único de Saúde. Aborda-se também os princípios, leis específicas, portarias e decretos, assim como os Temas de Repercussão Geral sobre medicamentos, mencionando os direitos assegurados aos hipossuficientes com doenças graves. À vista disto, são analisados os métodos adotados em algumas defensorias e secretarias de saúde, assim como os programas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para então apontar caminhos sobre como eliminar o excesso de judicialização. Ainda, é explanado sobre a atitude judicial frente a “pílula do câncer”, como exemplo da falta de comunicação e informação frente ao paciente e ao profissional da saúde. Ao final, destaca-se uma cartilha visando facilitar a transmissibilidade do conhecimento em relação à burocracia para se adquirir medicamentos de alto custo e aqueles experimentais, tendo em vista que o escopo é a garantia do direito à saúde.