Gestão de estoques em indústrias de fluxo contínuo: desafios e estratégias no contexto Make to Order
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A competitividade da economia global, aliada às dinâmicas de mercado e às constantes mudanças nas exigências dos consumidores, tem influenciado diretamente a eficiência das cadeias produtivas. Esse cenário competitivo impõe às empresas o desafio de atender a demandas cada vez mais específicas dos clientes, o que resulta em maior variabilidade dos produtos e acarreta imprevisibilidade quanto aos materiais necessários e aos prazos de produção. Diante disso, torna-se fundamental buscar o equilíbrio entre objetivos frequentemente conflitantes, de modo a garantir o nível de serviço esperado pelo mercado. Nesse contexto, os estoques desempenham um papel estratégico ao mitigar os desalinhamentos entre a capacidade produtiva e a demanda. No entanto, a gestão de estoques em indústrias petroquímicas apresenta maior complexidade quando os parâmetros de produção seguem o modelo make to order e o fluxo produtivo contínuo. Reconhecendo o papel estratégico da gestão de estoques, as organizações têm reavaliado suas práticas atuais, com o intuito de compreender não apenas o que é realizado, mas também como esses processos são conduzidos. Assim, o objetivo deste estudo é analisar a gestão de estoques em indústrias petroquímicas com fluxo contínuo, visando aprimorar a eficiência das entregas e reduzir o tempo de atendimento em contextos make to order. Para alcançar esse objetivo, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, a fim de compreender como o tema é abordado teoricamente, bem como um estudo de caso em uma petroquímica de terceira geração, localizada em Manaus (AM), para entender, na prática, as estratégias utilizadas. Como principais resultados, a pesquisa permitiu comparar teoria e prática, identificando oportunidades de melhoria na gestão de estoques da unidade analisada. Além disso, foram observadas as interações entre os setores internos da organização e sua comunicação com os elos externos da cadeia de suprimentos. Com base nesses achados, foram propostas quatro diretrizes para orientar a gestão de estoques de forma integrada, estratégica e voltada à eficiência, incluindo recomendações sobre ferramentas e tecnologias que podem contribuir para a sua implementação e desdobramentos práticos.
