A representação documental animada: um estudo sobre torre, Guaxuma e Persépolis

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

Este trabalho propõe uma reflexão sobre os códigos de representação da realidade na prática da produção audiovisual com enfoque para o contexto do gênero documental e para a relação deste com o suporte da animação. Ao longo da pesquisa abordo características do desenvolvimento histórico do gênero documental, buscando expor processos históricos e suas consequências no estabelecimento de uma tradição documental clássica. A seguir, observo filmes que fogem desse modelo tradicional ao explorarem seus temas, buscando explicitar a subjetividade do autor e do suporte, assim como a combinação desta prática com a animação, constituindo o documentário animado. Ao longo deste caminho são analisadas características e procedimentos comumente utilizados pelo documentário live action e pelo documentário animado. Também exploro os conceitos de representação e realidade, objetivando observar a influência da subjetividade, da realidade fílmica e do realismo na representação do real por parte do cinema. Estes conceitos e temas são, então, aplicados na análise de três filmes: Guaxuma (2018), de Nara Normande; Persépolis (2008), de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud; e Torre (2017), de Nádia Mangolini