Não convencionais para quem? Uma crítica contracolonialista às Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil

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Título do periódico

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

O presente estudo caracteriza-se como qualitativo, com viés descritivo exploratório, tendo como fundamentação teórico-metodológica a escrevivência de Conceição Evaristo numa chave afroetnográfica, a partir da obra de Zora Neal Hurston. Teve o objetivo de analisar o conceito das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, à luz das Ciências Sociais, num debate afroorientado. Emergente no Brasil, PANC pode ser considerado mais do que um conceito que tipifica uma parcela de plantas comestíveis no país. É um conceito que mobiliza práticas coletivas, formando um tecido social passível de ser observado pelas teorias compreensivas. Contudo, esse conceito, assim como seus desdobramentos sociais, possui impactos étnico raciais que merecem atenção. Nesse sentido, apresentamos as incompletudes nele percebidas, bem como na sua mobilização social como está posta na sociedade brasileira hoje, em um diálogo com a contracolonização proposta por Antônio Bispo dos Santos. Essa jornada de escurecimento da compreensão sobre as PANC é estruturada em ciclos vivenciais, através dos quais faz-se uma articulação empírica e teórica, revisando a sociogênese do conceito. Tudo é feito em diálogo com a história da autora, em espelhamentos com histórias de outras mulheres pretas. Realiza-se também a caracterização do campo social mobilizado por ele, assim como uma análise dos limites de sua aplicação, para avançar nos debates da área de um ponto de vista negro, defendendo o emprego do termo Plantas Alimentícias Não Colonizadas.