Avaliação do estado da arte da engenharia de produção na indústria naval brasileira: um estudo de caso no estaleiro Atlântico Sul

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola Politécnica

Programa

Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

Este estudo de caso trata da avaliação da utilização das melhores práticas da Engenharia de Produção na indústria naval, tendo como pano-de-fundo o Estaleiro Atlântico Sul (EAS). Trata-se de um estudo de caso descritivo e explanatório. O trabalho descreve a trajetória evolutiva do sistema de produção do EAS, caracterizando-o em três fases distintas. Na Fase I, que se inicia em 2008 e se estende até julho 2014, identifica-se uma significativa influência dos fatores históricos da produção naval no Brasil que teve forte influência do paradigma Taylorista/Fordista, e pode ser sintetizado pelo fato de que a produção de navios era percebida enquanto uma ´obra´ com a gestão das diversas ´disciplinas´. A Fase II, que ocorreu entre julho de 2014 e janeiro de 2016, constituiu-se em uma etapa de transição que teve como elemento central o objetivo de modificar a cultura organizacional da empresa, o que foi efetivado através da adoção de conceitos tais como: 5S, mini fábricas e Kaizens com foco na melhoria dos fluxos produtivos e qualidade focada no processo. Já a Fase III, que inicia em janeiro de 2016, tem como evento crítico a criação de uma maquete em escala real do EAS que objetiva criar uma visão holística da empresa e do sistema de produção. A Fase III tem como embasamento teórico o Sistema Toyota de Produção e a Teoria das Restrições (TOC), tendo sido realizado uma importante modificação conceitual no que tange a percepção do ´objeto de trabalho´ ao longo de todo o sistema produtivo do EAS. As modificações que ocorreram, sob a égide e foco na Função Processo, foram centrais para a criação e melhoria dos fluxos produtivos em todo o sistema de produção. Visando a sustentação das mudanças ocorridas na Fase III, ocorreu uma ampla reformulação no modelo de gestão com a criação do conceito de Fábricas (Blocos, Pintura e Edificação) que passaram a ter gestores específicos responsáveis pelas melhorias incrementais e radicais dos fluxos produtivos. Além disso, foram realizadas ações no que tange à Função Operação: i) implantação do conceito de Gestão do Posto de Trabalho nas máquinas restritivas do corte; ii) gerar várias linhas de produção utilizando o conceito de box, com uma visão mais geral de fluxo oriundo da ótica do Tambor/Pulmão/Corda da TOC, com a utilização intensiva do conceito de Operação-Padrão para o dimensionamento dos mesmos. Ainda, através de um relatório de uma consultoria coreana, foi possível entender um conjunto de gaps existentes entre o modelo de sistema de produção atualmente adotado na empresa em estudo e o benchmarking coreano. A partir desta perspectiva evolucionária histórica de desenvolvimento do sistema produtivo do EAS, o trabalho propõe a adoção de uma série de boas práticas no intuito de aprimorar os processos na empresa em estudo. Finalmente, a título de conclusão, a aplicabilidade dos conceitos de engenharia de produção na indústria naval, tem impacto direto em termos das melhorias econômico-financeiro da empresa.