Narrativas de professoras dos anos iniciais sobre o ensino e o aprendizado de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA): formação, atuação e avaliação

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola da Indústria Criativa

Programa

Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

A inclusão de estudantes com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento na rede regular de ensino brasileira, embora legalmente estabelecida, ainda enfrenta desafios e gera discussões no cotidiano escolar. Diante dessa complexidade, esta dissertação investigou as práticas pedagógicas de cinco professoras dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, explorando suas vivências e os desafios inerentes à docência na diversidade. Objetivou-se analisar essas práticas em relação a alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), identificando seus benefícios e desafios em sala de aula. A pesquisa, de natureza qualitativa, coletou dados por meio de entrevistas narrativas em áudio com cinco docentes de uma escola pública da região metropolitana de Porto Alegre. A análise foi fundamentada nas percepções de autores como Vigotsky (2010), Orrú (2012, 2017), Santos (2016), Cunha (2020, 2022), Prizant (2023), Haag (2015), Bandeira (2020) e Cruz (2021), com foco nas interfaces entre linguagem, educação e inclusão, e estruturada em categorias como formação e trabalho docente, ensino e linguagem no contexto escolar, práticas docentes com alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), avaliação e processos de potencialização e despotencialização do desenvolvimento. Os resultados indicaram que a formação docente das participantes emerge da necessidade prática diária, sua concepção de linguagem tende ao uso como ferramenta de comunicação com ensino centrado no professor, há uma carência de conhecimento sobre práticas específicas para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apesar da informação diagnóstica, a avaliação é prioritariamente utilizada para medir o conhecimento discente, e os discursos docentes revelam tanto a presença de elementos despotencializadores quanto ações que favorecem o desenvolvimento dos estudantes. Assim, aponta-se para a necessidade de uma mudança paradigmática na percepção docente sobre seu papel, considerando suas concepções de ensino, aprendizagem e o trabalho com a linguagem no contexto da educação inclusiva de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).


Tema (CNPq)

ACCNPQ::Lingüística, Letras e Artes::Lingüística

Tipo de arquivo

Dissertação

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