Inovações curriculares no ensino de física: uma metapequisa sobre a inserção de conteúdos e suas abordagens a nível de ensino médio

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

O Ensino Médio brasileiro se encontra permeado pelos mais diversos desafios. Instituições com infraestrutura precária, recursos materiais, financeiros e humanos insuficientes e o crescente distanciamento entre a escola e a cultura juvenil são apenas alguns dos diversos fatores. Além disso, a extensa quantidade de conteúdos científicos abstratos e descontextualizados abrangida pelo currículo escolar é mais um agravante desta situação. Os alunos, desmotivados e incapazes de compreender o valor e a utilidade da educação formal, acabam apresentando um desempenho muito aquém do esperado. Assim, buscando refletir sobre formas de enriquecer o processo de ensino e aprendizagem, o presente trabalho discorre sobre práticas curriculares inovadoras aplicadas ao ensino de Física do Ensino Médio. O levantamento de dados foi realizado através da Biblioteca Brasileira de Teses e Dissertações e resultou na seleção de 7 dissertações de mestrado envolvendo a inserção e abordagem de tópicos pertencentes à Astronomia e à Física Moderna e Contemporânea (usualmente não trabalhados nas aulas de Física tradicionais). A análise das dissertações foi desenvolvida por meio de uma metapesquisa, metodologia capaz de propiciar o desenvolvimento de uma visão abrangente e contextualizada das tendências da produção científica acerca da temática. Entre os resultados obtidos, foi possível perceber que a necessidade de inovar nas aulas de Física é fortemente defendida pela comunidade científica. Dessa forma, a inserção dos conteúdos citados possibilita o desenvolvimento de uma abordagem interdisciplinar e o tratamento de aspectos históricos, sociais e filosóficos inerentes ao estudo da construção do conhecimento científico. Além de se mostrar uma excelente estratégia de incentivo ao interesse e à participação dos alunos. Entretanto, a inovação curricular é um processo complexo que muitos docentes não se sentem qualificados para realizar. Portanto, a elaboração de materiais didáticos de qualidade, a melhora das condições de trabalho dos profissionais da educação e a promoção de cursos de formação continuada são algumas das principais formas de contribuir para que a almejada inovação curricular se torne viável.