O recrudescimento do autoritarismo do sistema penal via ativismo judicial

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Direito

Programa

Programa de Pós-Graduação em Direito

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

Trata-se de trabalho de conclusão de curso, em nível de doutorado em Direito, com concentração em Direito Público, na linha de Hermenêutica, Constituição e Concretização de Direitos, dedicado ao estudo do autoritarismo congênito do Sistema Penal brasileiro. Para tanto, a tese investiga as matrizes do autoritarismo do sistema penal, valendo-se de uma abordagem histórica, jurídica, política e psicanalítica sobre o autoritarismo, entendido tanto como sinônimo de discriminação, como quanto exercício abusivo de poderes. Aborda-se a influência da tradição jurídico-penal inquisitória para o processo de colonização da população brasileira, que se deu por meio de genocídio da população autóctone e do povo africano escravizado. Focou-se na influência cultural e jurídica da escravização da população africana no sistema penal, especialmente no que diz respeito à produção de atos normativos autoritários e à atuação de integrantes do sistema de justiça. O trabalho aborda como ideologias, regimes políticos e movimentos autoritários influenciaram para a manutenção de práticas autoritárias no campo penal ao longo das décadas, destacando-se as contribuições da Escola Positiva e os movimentos fascistas do século XX. Abordou-se também o processo de expansão do sistema penal, que já era autoritário e de como o ativismo judicial tem servido como instrumento de potencialização do autoritarismo processual penal. A investigação, portanto, busca investigar como o poder judiciário se tornou o grande legitimador das práticas autoritárias realizadas pelo Sistema Penal, por meio de decisões contrárias a interesses particulares, em nome de valores supostamente coletivos. Destaca-se a falácia autoritária consistente na negação de direitos fundamentais para a sustentação de pautas punitivas e a tradicional seletividade do sistema penal. A pesquisa é qualitativa e empírica, valendo-se de revisão bibliográfica e documental sobre os temas abordados, mas também de análise crítica do discurso de decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal em contextos históricos distintos, mas com semelhanças na estrutura normativa constitucional.