A promoção automática no Ensino Fundamental: motivações e consequências
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Ensino Fundamental, com especial atenção aos desafios impostos pela pandemia de Covid-19. A pesquisa baseou-se em questionário aplicado aos professores do Ensino Fundamental, do município de Santa Maria do Herval/RS, complementado por análises bibliográficas sobre progressão continuada, políticas educacionais e práticas avaliativas. O objetivo foi compreender as pressões exercidas sobre os docentes para aprovar alunos sem aprendizagem efetiva, assim como identificar as implicações dessa prática para a qualidade do ensino e desenvolvimento dos estudantes. Os resultados mostram que, durante a pandemia, a transição para o ensino remoto intensificou as dificuldades estruturais do sistema educacional, expondo desigualdades tecnológicas e pedagógicas. Muitos professores relataram frustração diante da falta de autonomia, sobrecarga de trabalho e dilemas éticos ao lidar com turmas heterogêneas. Para os alunos, a promoção sem o aprendizado adequado resultou em lacunas acumuladas, problemas de autoestima e desmotivação. Conclui-se que a promoção automática, embora apresentada como solução para reduzir repetência e evasão, reflete falhas estruturais, como a ausência de políticas de suporte e formação continuada para os docentes. Além disso, destaca-se a necessidade de mecanismos eficazes de avaliação e recuperação, que transformem a progressão continuada em uma prática inclusiva e educativa. O estudo sugere futuras investigações sobre os impactos emocionais dessa prática nos estudantes, a eficácia das avaliações contínuas e o papel da gestão escolar na implementação de políticas educacionais.
