O retorno da licença maternidade: um estudo sobre os desafios de conciliar a maternidade com a carreira

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

Diversas legislações e declarações existem visando manter a igualdade entre o homem a mulher em sociedade, e apesar da existência delas, o público feminino ainda encontra muitos desafios no seu cotidiano, sendo que estes afetam diversas esferas na vida de cada uma delas. Nota-se sim o seu crescimento, e maior participação na esfera profissional com o desenvolvimento da humanidade, mas o ambiente laboral ainda traz muitos preconceitos para a sua atuação. As mulheres enfrentam dois papeis diferentes, o papel de profissional, que traz questões como crescimento, sucesso e trabalho, e a segunda envolve sua atuação no ambiente pessoal, onde ela é mãe, esposa, filha, e lida com questões que cercam também a rotina de organização da casa, e manter o equilíbrio entre ambos esse papeis tão importantes não é uma tarefa fácil. O objetivo deste trabalho foi analisar como a discriminação de gênero impacta no retorno ao trabalho após a licença-maternidade de trabalhadoras da região metropolitana de Porto Alegre. Para isso recorreu-se a uma pesquisa qualitativa, com um roteiro de entrevistas semiestruturado com oito participantes desde a descoberta da gestação até o retorno ao trabalho. O corpus foi analisado através da perspectiva de Bardin (2011) para o discurso das participantes. Os resultados apontam que conciliar carreira e maternidade exige um esforço muito grande das mulheres, exige muita organização e rotina, pois além dos desafios de cuidado da criança após o final da licença-maternidade, existem questões financeiras sobre valores de babás e creches, como organizar as tarefas da casa e da criança para fechar com os horários de trabalhos, e como manter a amamentação com a volta ao trabalho. Ao final, verificou-se que a discriminação ainda ocorre em muitas empresas, inclusive por gestoras mulheres, e que iniciativas de proteção à amamentação e a manutenção dessas mulheres no mercado de trabalho não são suficientes para garantir a presença delas no ambiente laboral.