Proposta de implantação do comitê de prevenção de mortalidade infantil e fetal Gramado-RS

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Saúde

Programa

Programa de Pós-Graduação em Enfermagem

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

A mortalidade fetal e infantil, embora tenha apresentado declínio nas últimas décadas, permanece como um grande desafio para Saúde Pública brasileira. Estudos sobre a temática apontam que grande parte das ocorrências são classificadas como evitáveis, sendo resultantes de fatores biológicos, sociais, culturais e de falhas do sistema de saúde. Esta análise mostra-se como um indicador potente para a qualificação da assistência obstétrica e neonatal, sobretudo diante de causas evitáveis. A investigação das ocorrências é atribuição da Vigilância Epidemiológica municipal, a qual se dá com auxílio das coordenadorias regionais de saúde. Embora obrigatória, a proporção de óbitos infantis e fetais investigados no País ainda é baixa, em especial nos estados das regiões Norte e Nordeste. Nesta perspectiva, visando induzir estes processos analíticos no cotidiano dos serviços, o Ministério da Saúde, em 2004 propôs aos entes federados a instituição de Comitês de Prevenção de Mortalidade Fetal e Infantil, os quais devem ofertar visibilidade, acompanhar e monitorar os óbitos infantis e fetais, ao mesmo tempo que, propor intervenções para redução da mortalidade à nível local. Diante do exposto, buscou-se tecer uma análise da mortalidade fetal e neonatal no período de 2017 a 2019 no município de Gramado/RS e propor a implantação do Comitê de Prevenção no Município. Trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa, com delineamento retrospectivo, de base documental subsidiado pela pesquisa direta nos registros de investigação de óbitos fetais e neonatais do setor de Vigilância Epidemiológica municipal. A análise dos dados teve como base estatística descritiva, apresentando como resultado no período do estudo, 56% (n:10) de óbitos neonatais, seguido de 44% (n:8) de óbitos fetais, desses, 61% (n:11) eram prematuros extremos, 22% (n:4) eram atermos e 17% (n:3) eram prematuros. Dos óbitos neonatais, 50% (n:5) ocorreram até 24hs de vida. Quanto ao peso ao nascer, 30% (n:3) tinham peso maior que 2.500g, 10% (n:1) peso 2.500g a 1500g e 60% (n:6) peso menor que 1.500g. Dos óbitos fetais, 37,5% (n:3) tinham peso maior que 2.500g e 62,5% (n:5) peso menor que 1500g. Houve o predomínio de mulheres de cor brancas (72%, n:13), com escolaridade de nível médio completo (44%, n:8), na faixa etária entre 20-34 anos (62%,n:13) e com companheiro (61%, n:11). A multiparidade foi predominante (67%, n:12). 56% (n:10) não tinham histórico de aborto e 94% (n:17) foram de gestação única. Quanto ao risco gestacional estimado previamente, prevaleceu o baixo risco, em 66,6% (n:12). O acesso ao pré-natal de 67% (n:12) ocorreu no primeiro trimestre de gestação. 65% (n:11) realizaram pré-natal na rede pública e 35% (n:6) na rede privada. 95% (n:15) apresentavam algum fator de risco gestacional. O produto gerado deste estudo foi a proposta de implantação pela Secretaria Municipal de Saúde do Comitê de Mortalidade Infantil e Fetal no município de Gramado se constituindo na apresentação dos documentos: Construção da proposta de implantação do comitê de prevenção de mortalidade infantil e fetal Gramado-RS; Resultados da caracterização da mortalidade fetal e neonatal no município; Contextualização dos registros relacionados aos riscos gestacionais e desfecho do parto; Regimento do Comitê.