Justiça pelo design: práticas projetuais para a inclusão de travestis e mulheres transgênero na produção de novas tecnologias
Arquivos
Data de defesa
Autor(a)
Orientador(a)
Título do periódico
ISSN
Título do volume
Nome da instituição
Departamento
Programa
Agência de fomento
Vivemos em uma sociedade pautada pela tecnologia, em que produtos e serviços digitais impactam todo o corpo social, apesar de não serem construídos pela diversidade de pessoas que o compõe. Essa pesquisa busca, a partir da Justiça pelo Design, propor práticas projetuais para a inclusão de travestis e mulheres transgênero na construção de novas tecnologias. Fundamentada pela discussão dos conceitos de Design Estratégico para a Inovação Social, princípios da Justiça pelo Design e cisgeneridade, a pesquisa se caracteriza enquanto exploratória e qualitativa. A metodologia contempla entrevistas em profundidade, oficina de cocriação, exercício projetual e validação da proposta de artefato com travestis e mulheres transgênero. Entre os achados, discuto a ausência de pessoas transgênero na tecnologia – que resulta no desenvolvimento de tecnologias pautadas pela lógica binária, cisgênero e heteropatriarcal – e a proposição da cisgeneridade enquanto instrumento de transformação – e não de opressão. O artefato proposto é fundamentado nas capacidades do design de ver, prever e fazer ver, que na proposta renomeio para situar, atravessar e manter. O artefato consiste em um conjunto de cartas que tem o objetivo de instrumentar a pessoa cisgênero profissional de tecnologia que já é aliada à causa travesti e transgênero, para que ela provoque reflexões a respeito da diversidade e da inclusão de travestis e mulheres transgênero nos processos de criação de tecnologias.
