A dimensão do toque na experimentação: uma investigação de espaços de hesitação no design

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola da Indústria Criativa

Programa

Programa de Pós-Graduação em Design

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

A incerteza é uma das características mais proeminentes da existência. Contudo, a sociedade apresenta dificuldades em lidar com ela, estando sempre a procura de soluções que a reduzam a programas gerenciáveis. Sendo o design estratégico aquele que concerne ao agir junto a estratégia, deve se voltar a processos que permitam experimentar novas formas de ser, fazer, pensar e sentir. Isso engloba uma abertura a modos de atenção relacionados a condição de hesitar à construção de um mundo comum e desapegado. Ou seja, percebe-se imprescindível uma desaceleração que impeça que soluções generalistas sejam tomadas antes da oportunidade de questionar o que é bom ou urgente. Esta investigação abordou o papel da experimentação dentro dos processos de design, ao propor a compreensão de uma postura experimental que se especifica pelo entrelaçamento com uma dimensão do toque. Sendo o toque, uma experiência sensorial capaz de alcançar conhecimentos particulares gerados em contato. Neste viés da experimentação, é valorizado o aspecto material das dinâmicas inventivas do design que, por meio de práticas coletivas e participativas do fazer, mediam expectativas e visões de mundo que desafiam aquilo que é estabelecido como verdade. Assim, a proposta deste trabalho é pesquisar como a experimentação e o toque se tornam favoráveis a geração de espaços de hesitação no design e faz isso ao traçar um percurso metodológico que visa identificar os potenciais de uma prática participativa de prototipagem experimental realizada a partir do bordado. Para isso, utilizou-se o método de pesquisa-ação organizado em ciclos de experimentação voltados à livre criação e imaginação de um grupo de seis pessoas por meio do bordado manual. Com base naquilo que emergiu da prática, discutiram-se os achados da pesquisa como a capacidade de promover uma oscilação entre experimentação e um modo de programa, uma variação de ritmos, um ethos de cuidado e uma prototipagem experimental que provoca narrativas. Tais reflexões orientam o design a novas compreensões da experimentação como processo que permite hesitar ao acessar outras sensibilidades e afetos.