Reflexão sobre uma proposta avaliativa de um livro didático de curso livre sob a perspectiva da linguagem como prática social
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A evolução do ensino de idiomas no Brasil evidencia como, em diferentes momentos ao longo da história, o estudo de línguas adicionais perdeu e ganhou importância no país. Nesse cenário, os livros didáticos e seus pacotes de materiais passaram a ser ferramenta constantemente presente no contexto de ensino de idiomas e, com o tempo, assumiram papel central na definição dos currículos dos cursos de línguas, nas metodologias de ensino-aprendizagem e nos processos avaliativos. Tão ou mais relevante nesse contexto é, também, a concepção de linguagem que têm os sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem de uma língua adicional, visto que tal concepção é definidora de crenças sobre o ensino e a aprendizagem da linguagem, de seu uso e da avaliação que se faz de seu uso. O presente estudo interessou-se, então, em analisar o quanto um conjunto de avaliações de um livro didático de um curso de idiomas aproxima-se ou distancia-se da concepção de uso da linguagem e de avaliação da linguagem como prática social. Para tal, foram analisados uma unidade didática integrante do livro didático Engage, da editora Oxford, e seu conjunto de avaliações. Ambos foram confrontados com as teorias que concebem a linguagem como prática social para que se pudesse apontar sua aproximação ou seu distanciamento desta visão. A partir da análise feita, foram sugeridos ajustes e complementações ao material avaliativo de forma a aproximá-lo da concepção de linguagem como meio de agir no mundo. Acreditamos que, com suas discussões, análises e resultados, o presente estudo contribui para a reflexão da prática pedagógica e avaliativa no ensino de línguas adicionais e pode fomentar o interesse em novos estudos na área.
