Estudo sobre a resistência de aderência da interface solo vs. nata de cimento em solo residual de arenito botucatu aplicado a estruturas de solo grampeado

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

É notório que estruturas de solo grampeado para contenção de taludes trata se de uma técnica estabelecida no Brasil e no mundo, tal fato pode ser associado à sua alta performance e considerável baixo custo. Partindo do princípio que um maciço de solo é constituído de uma cunha ativa e outra passiva, representando, respectivamente, a parcela instável e resistente do solo, a inserção de reforços no talude garante a estabilidade de todo o sistema pois sustenta a parcela instável consolidando-se na zona resistente. Em termos práticos, um dos fatores mais importantes no dimensionamento de uma estrutura deste tipo é a mobilização de resistência na interface entre o solo e o grampo, este parâmetro de resistência é denominado qs e sua definição é imprescindível em qualquer projeto de solo grampeado. Apesar de sua importância, os métodos de estimativa existentes ainda são bastante empíricos, limitados a uma análise preliminar de projeto, portanto são necessários ensaios de arrancamento in situ a fim de determinar seu valor mais próximo do real. Este estudo traz uma abordagem laboratorial para determinação de qs a partir de ensaios de cisalhamento direto elaborados com corpos de prova moldados metade com solo e a outra metade com a calda de cimento, simulando a superfície real entre o grampo e solo. Através da comparação entre os valores obtidos no experimento percebeu-se um incremento médio de 23,24% na resistência do ensaio de cisalhamento direto de interface em relação ao ensaio de cisalhamento direto do solo, já o ensaio de arrancamento do grampo, proposto inicialmente, apresentou falha devido a problemas na execução do grampo, desta forma, impossibilitando a comparação dos valores de qs obtidos em laboratório e in situ. Os resultados finais de qs, abrangem valores entre 130,7 kPa e 156,0 kPa para ensaios de cisalhamento direto do solo e entre 145,1 kPa e 187,5 kPa para os ensaios de cisalhamento direto de interface, resultando em um incremento de até 56,8 kPa, que representa um acréscimo de até 43,5% no valor de resistência de interface em comparação com a resistência ao cisalhamento do solo.