A importância das fontes autotróficas campestres na teia trófica de passeriformes do interior de fragmentos florestais
Arquivos
Data de defesa
Autor(a)
Orientador(a)
Título do periódico
ISSN
Título do volume
Nome da instituição
Departamento
Programa
Agência de fomento
As florestas tropicais estão entre os mais importantes habitats terrestres no que diz respeito a concentração de diversidade biológica mundial (Ayres et al., 2005). Essas florestas abrigam mais de 60% de todas as espécies já descritas, ainda que sua extensão seja restrita a cerca de 7% da área do planeta (Ewers et al. 2008; Gardner et al. 2009). Ao longo de toda sua distribuição, algumas das maiores formações de florestas tropicais se encontram na América do Sul. Dentre elas merece destaque a Mata Atlântica, a segunda maior floresta pluvial tropical em extensão de todas as Américas, ficando atrás apenas da Floresta Amazônica. Originalmente cobria mais de 1,5 milhões de km², abrangendo o nordeste da Argentina, o leste do Paraguai e o Brasil. Vale salientar que somente o Brasil abriga 92% de toda área desse Bioma (Fundação SOS Mata Atlântica, 2011; Tabarelli et al., 2005), constituindo uma região importante para a sua manutenção. Como a maioria das formações florestais tropicais, a Mata Atlântica vem sofrendo há séculos intenso processo de perda de área e fragmentação (Myers et al., 2000). Estima-se que sua área atual represente apenas 11,4% a 16% de sua extensão original (Ribeiro et al., 2009).
