O lúdico e o esporte, o analógico e o digital: a reconfiguração das aulas de educação física

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Gestão Educacional

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

Este estudo objetivou, a partir da pesquisa-ação, propor uma reconfiguração nas aulas de educação física, com base em novos elementos para motivação e engajamento com variação entre atividades lúdicas e esportivas, analógicas e digitais, individuais e cooperativas, que proporcionem melhorias no processo de ensino e aprendizagem. Participaram efetivamente do estudo 40 escolares, todas do gênero feminino, de uma escola da Rede Jesuíta de Educação. Como instrumentos foram utilizados os questionários BREQ-2, IPAQ (versão curta) e diário de bordo. Na identificação da motivação, verificou-se que as participantes/turmas do período matutino caracterizaramse como menos autônomas e autodeterminadas para a prática de atividade física, enquanto as do período vespertino mostraram-se mais autônomas e autodeterminadas como regulação para a prática de atividade física mais identificada e intrínseca, vindo de encontro com o perfil das mesmas nas aulas de educação física. Na identificação do nível de prática de atividade física habitual, verificou-se que às participantes do matutino, 75% foram consideradas “Ativas”, 16,7% “Insuficientemente Ativas A” e 8,3% “Insuficientemente Ativas B”; enquanto as do período vespertino 100% foram consideradas “Ativas”. Com relação ao posicionamento das participantes frente à proposta de reconfiguração, variação, comparação e transformação de atividades analógicas, verificou-se uma avaliação no matutino de 50% para uma aula muito boa, 29,2% para boa e 20,8% para razoável enquanto no vespertino uma avaliação de 62,5% para uma aula boa, 25% para razoável e 12% para muito boa. Já nas atividades digitais, verificou-se uma avaliação no matutino de 46% para uma aula “boa”, 29% para “muito boa”, 17% e 8% para “muito ruim”; enquanto no vespertino de 69% para uma aula “boa” e 31% para “razoável”. É possível inferir, com os achados quantitativos, que o posicionamento das participantes corrobora com o perfil qualitativo das turmas, sendo vespertino sempre mais motivadas e mais engajadas, enquanto matutino menos motivadas e menos engajadas para a prática de atividades físicas. Com relação aos desejos, tanto nas atividades analógicas e digitais as turmas do período matutino e vespertino gostariam de ter mais aulas de educação física, em espaços diferenciados, com mais desafios, materiais e de forma interativa, o que fornece informações importantes na tomada de decisões da gestão escolar pesquisada.