Sala de aula online de língua adicional e inclusão: reflexões a partir da prática
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A educação especial só teve um olhar especial a partir de 1970, e é somente em meados de 1988 que as crianças com necessidades especiais tiveram seus direitos garantidos quanto ao acesso a escolas regulares. Há muitas leis educacionais que garantem os direitos educacionais destes sujeitos (Lei Nº 8.069, 1990; Declaração de Salamanca, 1994), porém, para que isto aconteça de forma significativa, a escola deve refletir e projetar práticas pedagógicas adequadas. No contexto de ensino de Língua Adicional, essa reflexão torna-se ainda mais saliente, visto que professores têm, em geral, poucos momentos semanais com cada grupo de alunos, o que pode tornar o trabalho de compreender as necessidades e perfis e, a partir destes, planejar práticas pedagógicas inclusivas mais complexo. Some-se a isto, no caso específico deste trabalho, o fato de as aulas estarem ocorrendo em ambiente online, com encontros síncronos entre professora e alunos, que torna a tarefa de planejar e realizar aulas no contexto da inclusão ainda mais complexa. A partir deste cenário, o objetivo deste trabalho é analisar as práticas pedagógicas utilizadas em uma sala de aula de língua inglesa com um aluno portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA) de modo a compreender este espaço e, a partir dele, projetar práticas (mais) inclusivas. Para tanto, foi desenvolvido um trabalho de estudo qualitativo (Dias, 2000) com a observação e descrição, em diário de bordo, de 17 aulas de Língua Inglesa em uma escola particular de ensino médio. Após a coleta de dados, foi realizada a sua análise de modo a compreender como este contexto se organiza e quais práticas pedagógicas são utilizadas. Ao analisar as práticas, busca-se compreender quais são os movimentos inclusivos que a professora realiza e de que modo o aluno, e a turma, se projetam nestes movimentos. A análise corroba a importância de o planejamento pedagógico ter um olhar cuidadoso e ao mesmo tempo acolhedor e inclusivo, (Silveira et al, 2015), e reforça a compreensão de que não há passos e métodos únicos para o processo de inclusão. (Provin e Klein, 2015)
