Respostas fisiológicas de moringa oleifera lam. e suas interpretações para o cultivo e utilização da espécie no clima tropical continental do estado do Mato Grosso, Brasil
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A moringa (Moringa oleifera Lam.) é uma espécie perene, da família Moringaceae, originária do nordeste indiano, amplamente distribuída na Índia. Adapta-se a uma ampla faixa de solos. Trata-se de uma planta de múltiplo uso sendo quase todas as partes com valor alimentar e medicinal. As suas sementes possuem importância industrial para a produção de óleo. No Brasil, M. oleifera é conhecida no Estado do Maranhão desde 1950 e utilizada principalmente no tratamento de água. Para cultivo de uma espécie de propagação sexuada é primordial o conhecimento do processo germinativo. Este estudo avaliou as respostas fisiológicas e reprodutiva de Moringa oleifera e seu cultivo nas condições edafoclimáticas da região Centro oeste do Brasil, desenvolvendo o estudo em três etapas. a) seleção das sementes; b) Germinação e crescimento; c) fenologia. No presente trabalho, as sementes foram divididas em três grupos L (leve), M (média) e P (pesada) de acordo com seu peso fresco. As sementes L representam 14,04%, as subamostras M, 68,06% e as subamostras P, 17,90% do total de sementes amostradas. As sementes da subamostra L apresentaram em média 23,54% de água e de matéria orgânica 94,73%. As sementes da subamostra M apresentam em média 42,28% de água e 93,21% de matéria orgânica em média. As sementes da subamostra P apresentam em média 33,66% de água e 93,91% de matéria orgânica. Para a germinação avaliou-se a influência da profundidade, da posição de semeadura a influência da luz, temperatura (ambiente) e massa das sementes. A germinação apresentou o sistema de três fases. O início da fase I foi observado absorção de água. Após as 24 h as sementes, passaram a fase II, na qual registrou-se uma redução na absorção de água mantendo-se quase que constante a massa das sementes e na fase III a germinação. O Índice de Velocidade de Germinação (IVG) das sementes L apresentou como média das cinco repetições 55,39, sementes M 79,19 e para as sementes P 79,17. O percentual de germinação considerando a média entre os tratamentos, profundidade e posição do hilo percentual de germinação da semente L foi de 68,5%, M de 86,7% e P de 88,3%. Em relação ao crescimento, o experimento foi dividido em duas etapas: Crescimento primário que compreende os primeiros seis meses e crescimento secundário que corresponde ao período após a transferência de 112 mudas para área de plantio. as duas etapas do experimento apresentaram aumento do volume, peso e tamanho. A fenologia reprodutiva e a biologia da polinização foram observadas em área de plantio experimental, no qual 112 indivíduos foram marcados e acompanhados quinzenalmente para as observações dos estudos fenológicos. Para o estudo da morfologia e anatomia florais, flores e inflorescências foram marcadas e acompanhadas até a formação dos frutos. Os visitantes florais foram observados ao longo do período do experimento, anotando-se a frequência, o horário e o comportamento de suas visitas. A Moringa oleifera demonstrou padrão de floração, sub-ramal, de duração intermediária. Os atributos florais estão relacionados à síndrome da melitofilia. A antese ocorre predominantemente entre às 06h00 e 12h00, observando-se a presença de néctar desde a fase de pré-antese. As flores foram visitadas por quatro gêneros de hemíptero, seis de lepidópteros e duas espécies de aves e se apresentou bem adaptada no clima da região.
