Fintechs de crédito: uma análise do impacto dessas iniciativas no custo de crédito brasileiro
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Desde meados da última década, as fintechs representam para os consumidores brasileiros uma nova alternativa de soluções financeiras. Os avanços tecnológicos somados ao aumento de conectividade através da disseminação de smartphones e ampliação ao acesso à internet tornaram propício o acesso aos serviços financeiros disponibilizados pelas fintechs. Como apresentado pelo presente estudo, o mercado bancário brasileiro é oligopolizado. Em um oligopólio, o aumento de competição pode implicar em um aumento de eficiência, reduzindo assim os lucros extraordinários e trazendo um aumento no bem-estar econômico para a sociedade. Dessa forma, o presente estudo buscou analisar se a chegada das fintechs representam um aumento na competição e, por consequência, uma redução no preço dos serviços financeiros para o consumidor. O foco dessa pesquisa se deu nas fintechs de crédito e seu impacto na redução do custo de crédito brasileiro. Para atender a esse propósito, o presente estudo analisa a evolução do saldo total desembolsado pelas fintechs de crédito e o Índice do Custo de Crédito divulgado pelo Banco Central do Brasil. O saldo de crédito desembolsado pelas fintechs ainda se mostra pouco representativo frente ao volume desembolsado pelas instituições bancárias tradicionais, demonstrando o quanto essas alternativas ainda estão insipientes frente a esse mercado oligopolizado. O presente estudo observou que ao longo da última metade da década anterior o custo do crédito brasileiro reduziu, contudo, essa queda está atrelada em maior parte a reduções no custo de captação e no menor índice de inadimplência. A remuneração das instituições financeiras pelas operações de crédito firmadas ao longo do período observado aumentou, indicando que o efeito da participação das fintechs no crédito ainda não pode ser percebido conforme constatada a inexpressividade do saldo de crédito das fintechs no total do crédito dos maiores bancos brasileiros.
