Narrativas infantis: avaliação das representações mentais e dos modelos internos de funcionamento em crianças vítimas e não vítimas de maus-tratos

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Saúde

Programa

Programa de Pós-Graduação em Psicologia

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

Este trabalho objetivou comparar representações mentais, modelos internos de funcionamento em crianças vítimas e não vítimas de maus-tratos, considerando as representações de apego e de self em cada grupo, bem como apresentar o instrumento MSSB como recurso de acesso às representações internas das crianças, analisando suas propriedades psicométricas iniciais. Com a internalização das experiências iniciais e do vínculo entre criança-cuidador, modelos internos de funcionamento se desenvolvem. Esses modelos podem ser compreendidos como habilidade de representação mental, que abrange percepções infantis sobre o ambiente, de si mesmas e dos outros. Amostra composta por 90 (noventa) crianças de 6 (seis) a 10 (dez) anos (M=8,0; DP=1,8), sendo 30 (trinta) acolhidas institucionalmente e vítimas de maus-tratos e 60 (sessenta) não vítimas. Os instrumentos utilizados foram o SDQ e MSSB. Foram empregadas estatísticas descritivas, testes Mann-Whithney e ANOVA para comparação entre os grupos. Com relação aos índices do SDQ, as crianças maltratadas apresentaram classificações limítrofes (n=14, 46,7%) e anormais (n=16, 53,3%), enquanto as não maltratadas foram classificadas em nível normal (n=60, 100%). As representações mentais das crianças maltratadas demonstraram percepções e narrativas de cunho mais negativo quando comparadas às não maltratadas. Indicando que crianças vítimas de maus-tratos têm tendência maior a desenvolver modelos internos de funcionamento mais negativos do que as não vítimas, bem como representações de apego menos sensíveis a suas necessidades (M=0,62; DP=1,16) e representações de si mesmas negativas ou grandiosas (M=0,29; DP=1,29). Salienta-se que novos estudos sejam desenvolvidos, bem como ações preventivas para melhor avaliação de tais casos, além de apresentar o MSSB como útil recurso e ferramenta para trabalho clínico e científico.