Preconceito contra diversidade sexual e de gênero e prática clínica em psicologia

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Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Saúde

Programa

Programa de Pós-Graduação em Psicologia

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

Nesta pesquisa, investigou-se como crenças e atitudes de psicólogos/as e o conhecimento psicológico se relacionam com preconceito contra diversidade sexual e de gênero, especialmente na prática clínica. Três estudos foram realizados. No Estudo I, uma revisão sistemática da literatura (2006-2016) mostrou que a maioria dos estudos psicológicos brasileiros sobre preconceito negligenciam orientações sexuais diferentes da homossexual, bem como identidades ou expressões de gênero não cisgêneras. Alguns utilizaram linguagem inadequada e incorreram na reprodução de preconceitos. No Estudo II, investigou-se o preconceito contra diversidade sexual e de gênero em 497 psicólogos/as brasileiros/as, de 22 dos 23 Conselhos Regionais de Psicologia. Os/as participantes apresentaram média baixa, porém preocupante, por se tratar de uma medida extrema. Quando investigado em relação a crenças pessoais sobre a natureza da diversidade, o preconceito mostrou-se mais associado a explicações psicológicas, tais como perversão ou má resolução de conflitos com figuras parentais. No Estudo III, explorou-se de que maneira questões de diversidade sexual e de gênero aparecem e são vivenciadas por 14 psicólogas de cinco cidades do Rio Grande do Sul. Encontrou-se percepção de despreparo, presença de conhecimentos patologizantes na formação, crenças e atitudes preconceituosas, uso de linguagem de inadequada e práticas clínicas patologizantes. Esta dissertação mostra que, se psicólogos/as conduzem suas práticas clínicas com base em sua formação, em conjunto com suas crenças e atitudes pessoais, então a combinação entre conhecimento psicológico patologizante e crenças e atitudes preconceituosas resultam em prováveis agravos à saúde mental do público LGBT. Ainda que a manifestação de preconceito tenha sido atenuada em todos os estudos devido a características amostrais e de delineamento, considera-se preocupante a presença de preconceito em todos os âmbitos psicológicos investigados: na literatura, na formação, na prática clínica e nos/as próprios/as profissionais.