Determinantes da estrutura de capital: aplicação a empresas brasileiras de capital fechado
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Em virtude da relevância da Estrutura de Capital para as empresas, vários teóricos têm procurado comprovar o seu impacto sobre o valor das mesmas. Muito embora, não haja consenso sobre essa questão, as companhias tendem a se comportar como se uma estrutura ótima existisse. Considerando tal comportamento por parte das empresas, Perobelli & famá (2002) numa adaptação do modelo proposto por Titman & Wessels (1988) para o mercado norte-americano, apresentaram resultados relevantes. Utilizando-se de Análise Fatorial, os autores procuraram identificar, para o caso brasileiro, quais os fatores indutores da estrutura de capital das empresas de capital aberto. Com base na relevância daquele estudo, aplicou-se o mesmo modelo para companhias brasileiras de capital fechado por meio do acesso à base de dados indisponível ao público em geral, originando, também, resultados interessantes: verificaram-se evidências de que atributos como tamanho, crescimento e colaterais estão relacionados positivamente ao nível de endividamento de longo prazo das companhias, apontando que empresas com aqueles atributos tendem a se utilizar da referida espécie de endividamento. Adicionalmente, observa-se que o atributo margem apresenta conexão com o endividamento de curto prazo, indicando que companhias com maior margem têm tendência negativa de assumir endividamento de curto prazo.
