Estratégica e/ou Constitutiva? o papel da narrativa na divulgação científica midiática

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Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

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Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola da Indústria Criativa

Programa

Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

O presente estudo tem o objetivo de verificar o papel – estratégico e/ou constitutivo – da narrativa em 30 notícias que divulgam temas e pesquisas científicas a um público não especializado, veiculadas nas revistas Ciência Hoje, Galileu e Scientific American Brasil. O aporte teórico baseia-se nos Estudos Semióticos de Algirdas J. Greimas, na Teoria Semiolinguística de Análise do Discurso, de Patrick Charaudeau, e na Análise Textual dos Discursos, postulada por Jean-Michel Adam. Sob um ponto de vista que integra as perspectivas semiótica, semiolinguística e textual, e a partir de resultados de análises quantitativas e qualitativas, defende-se que, para além de seu funcionamento estratégico e pragmático com vistas à realização, pela instância de enunciação, de diferentes macroações discursivas no texto, a narrativa desempenha papel constitutivo e imanente na transformação de um estado de não saber, de saber parcial ou de saber de senso comum do leitor não especializado em um estado de saber em relação ao conhecimento científico. Para os fins desta investigação, analisam-se as notícias quanto ao contrato de comunicação em que estão inseridas e aos seus fins discursivos, bem como ao modo como incorporam o fenômeno da narratividade e às implicações desse fenômeno para a finalidade primeira do discurso de divulgação científica midiática (DCM): informar (fazer-saber) o leitor sobre ciência.