Curandeiras e bruxas: práticas de feitiçaria e a subversão da ordem social no estado do Grão-Pará (1763-1769)

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em História

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

A presente pesquisa tem por objetivo investigar as práticas de feitiçaria (práticas de cura, adivinhação e encantamentos amorosos) que envolviam a participação de mulheres, no Grão-Pará do século XVIII. Analisa se essas práticas podem ser compreendidas como uma forma de resistência e subversão da ordem social normatizadora e patriarcal em que essas mulheres estavam inseridas. Utiliza como fonte histórica principal o Livro de Denunciações e Confissões daquela que foi considerada a última visitação do Santo Ofício na América Portuguesa, ocorrida na capitania do Grão-Pará (1763 - 1769), especificamente as denúncias e confissões de práticas mágico-religiosas. Também foram realizados dois estudos de casos que se destacaram durante a pesquisa, sobre a indígena Sabina e sobre Luduvina Ferreira, duas renomadas curandeiras da sociedade paraense na época da visitação que foram processadas pela Inquisição portuguesa.