Estudo da durabilidade do concreto frente à degradação com ataque de sulfatos em Estações de Tratamento de Esgoto (ETE)
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O tempo de recorrência estabelecido na NBR 8681:2003para durabilidade de estruturas de concreto é de 50 anos. Espera-se que as estruturas em concreto não apresentem problemas ou patologia dentro desse intervalo. Nesta pesquisa, a durabilidade e a degradação do concreto são abordadas pela relevância e pela necessidade de cuidados especiais em meios agressivos como em Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), que apresentam dificuldades para desenvolver o tratamento para o concreto com patologia oriunda do ataque por sulfatos. O objetivo deste estudo é avaliar a durabilidade de estações de tratamento de esgoto, realizando inspeção, diagnóstico das anomalias e relatar a terapia das mesmas. Dentro desse contexto, para a análise e metodologia aplicada neste estudo, foram realizadas inspeções “ïn loco” em dez ETEs e coletas de amostras em uma ETE para o esgoto e do concreto dentro do tanque no qual posteriormente foram realizados os ensaios. Os ensaios realizados seguiram o procedimento da NBR 16937 – Águas agressivas – Durabilidade do Concreto Parte 6 com a coleta de esgoto e o Ensaio de Fluorescência de Raios-X (FRX) para constatação da degradação com presença de sulfato com a coleta de amostra da parede interna de um tanque em ETE. Além das amostras coletadas, para determinar a análise de dados, foi necessário realizar uma comparação com outros padrões pesquisados com relação das características químicas do esgoto da ETE. O resultado da amostra de esgoto coletada em junho de 2024 foi SO₄⁻² = 181,10 mg/l. E o resultado da coleta em outubro de 2024 apresentou o valor encontrado para o estudo, SO₄⁻² = 211,97 mg/l. Sobre a análise amostras de concreto, coletadas na parede interna do tanque de tratamento, foram analisadas através do FRX, resulta em que as cinco amostras são formadas basicamente por dois componentes, SiO2 = 41,517% e CaO = 10,712 % no ponto de profundidade em 3,00 centímetros e de metais alcalinosterrosos 6,357% (MgO) durante a coleta das amostras. Apresentou também no ponto em 3,00 centímetros uma baixa concentração em óxidos de metais (Na2O e K2O) e alumínio (Al2O3). Após a análise dos resultados foi possível constatar a intensidade da ação de degradação do concreto em ETE frente ao ataque de sulfatos.
