Avaliação do uso de resíduo de beneficiamento de rochas em matrizes de concreto: análise das propriedades físicas e mecânicas

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

Atualmente, há uma grande preocupação da sociedade em geral em relação ao meio ambiente e a utilização dos recursos naturais. A construção civil está se tornando um dos setores mais prejudiciais quando se trata desse assunto, pois o volume de resíduos gerados é muito alto e, por muitas vezes, o descarte é feito de maneira imprópria. Sendo assim, a reciclagem e a reutilização desses resíduos tem sido um grande nicho de viabilidade para estudos que possuem o objetivo de minimizar cada vez mais os impactos gerados. Os sedimentos advindos do beneficiamento de rochas é um dos nichos que possui maior produção de resíduos no Brasil, devido a sua volumosa demanda de consumo. Nesse contexto, como o setor da construção civil está em crescente ascendência e é uma das maiores fontes de rendas, então, estimula-se o uso dos resíduos gerados por ela como um novo ciclo de reutilização e, consequentemente, reduzir os impactos que essas matérias primas geram no meio ambiente. Tendo em vista essa questão, o trabalho que segue tem como objetivo, analisar as possíveis contribuições para as propriedades mecânicas e físicas que os resíduos de beneficiamento de rochas podem vir a ter quando substituído cimento por resíduo em um concreto convencional. É de suma importância verificar os comportamentos físicos e mecânicos do concreto com a substituição do resíduo para a análise das contribuições que ele tem a oferecer. Para isso, foram executados ensaios de resistência mecânica à compressão, índices físicos e velocidade de propagação de ondas ultrassônicas a fim de se obter comparações perceptíveis do comportamento de um concreto com adição de resíduos de beneficiamento de rochas e um concreto convencional. Os resultados obtidos indicam que concretos com mais de 15% de substituição apresentaram impacto nas propriedades e não contribuem para a resistência à compressão do concreto. Entretanto, os resultados de 5% e 10% se mantiveram semelhantes, apresentando diferenças de 8,0%, 4,6%, 6,0% e 8,0% nas idades de 7, 19, 28 e 56 dias de idade do concreto. Para os índices físicos, os resultados decresceram à medida que foi substituído cimento por resíduo estando diretamente relacionados com os valores obtidos para os ensaios de resistividade elétrica e propagação de ondas ultrassônicas. Percebe-se assim, que há possibilidade de inserção do resíduo, com pequenos impactos nas matrizes.