“Não é certo a gente viver governado pelos outros quando a gente tem capacidade de fazer”: articulação e protagonismo Kaingang (Rio Grande do Sul, 1968-1985)

Orientador(a) (dc.contributor.advisor)Rogge, Jairo Henrique
Lattes Orientador(a) (dc.contributor.advisorLattes)http://lattes.cnpq.br/7963148769474775pt_BR
Autor(a) (dc.contributor.author)Flores, Andressa de Rodrigues
Autor(a) Lattes (dc.contributor.authorLattes)http://lattes.cnpq.br/4542888820662238pt_BR
Data de Disponibilização (dc.date.accessioned)2023-11-22T13:09:27Z
dc.date.available (dc.date.available)2023-11-22T13:09:27Z
Data da defesa / Data do evento (dc.date.issued)2023-09-22
Abstract (dc.description.abstract)The present thesis has as its theme the Kaingang articulation, whose temporal and geographic cut contemplates the Kaingang people of some of the Indigenous Posts in the estate of Rio Grande do Sul, Brazil, namely Nonoai, Guarita, Cacique Doble, Votouro e Ligeiro, in a period that comprises the years 1968 to 1985, that is, from the extinction of the Indian Protection Service and the creation of the National Indian Foundation until the redemocratization period. The problem of the thesis is to identify and analyze the motivations, the characteristics and the effects of the articulation process of indigenous people in Rio Grande do Sul in the context of the military dictatorship. Based on the analysis of articles published in the press, especially in the newspapers Boletim Luta Indígena, Boletim do Cimi, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Correio do Povo, Zero Hora etc., from official sources produced by security and information forces in power during the time of military dictatorship and from sources produced by religious institutions, we seek to understand the process of articulation of the Kaingang indigenous people, linking it to the different ways of coping with situations of violence, vulnerabilities and conflicts that they experienced in the period encompassed by the thesis. To adress the different forms and evidence of indigenous protagonism, we use the theoretical contribution of New Indigenous History, especially in the reflections proposed by Santos and Felippe (2016, 2017, 2018). We also seek, resorting to Michel de Certeau (1998), to identify a nd discuss the governmental control strategies employed over the indigenous people and the tactics used by them to face them. We use the reflections of Haesbaert (2020), Quijano (2005, 2009) and Lugones (2014) to identify and discuss practices of violence against the Kaingang body and territory; from the productions of Tedesco et. al (2013, 2021) to address the issue of land disputes, and Brighenti (2012, 2013, 2020, 2021), Bicalho (2010a, 2010b), Baniwa (2007), Munduruku (2012) and Bittencourt (2000, 2007) to reconstitute and understand how the Kaingang articulation and the formation of the Indigenous Movement took place in Brazil. We are also interested in understanding the influence of religious organizations in this articulation process, since that, when investigating the effects and challenges to developmental policies that affected indigenous lands, we identified some characters involved in this process of formation of an indigenous movement in the south portion of the country, resulting from the articulation of the Kaingang, a theme still little explored by historiography in Rio Grande do Sul.en
Resumo (dc.description.resumo)A presente tese possui como tema, a articulação Kaingang, cujo recorte temporal e geográfico estabelecidos contempla o povo Kaingang de alguns dos Postos Indígenas do Rio Grande do Sul, sendo eles, Nonoai, Guarita, Cacique Doble, Votouro e Ligeiro, em um período que compreende os anos de 1968 a 1985, ou seja, a partir da extinção do Serviço de Proteção aos Índios e criação da Fundação Nacional do Índio, até o período da redemocratização. A problemática da tese consiste em identificar e analisar as motivações, as características e os efeitos do processo de articulação dos indígenas no Rio Grande do Sul no contexto da ditadura militar. A partir de análise de artigos divulgados na imprensa, em especial, nos jornais Luta Indígena, Boletim do Cimi, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Correio do Povo, Zero Hora etc., de fontes oficiais produzidas pelos órgãos de segurança e informação vigentes durante o período da ditadura militar e de fontes produzidas por instituições religiosas, buscamos compreender o processo de articulação dos indígenas Kaingang, vinculando-o às variadas formas de enfrentamento das situações de violências, vulnerabilidades e conflitos que vivenciaram no período abarcado pela tese. Para abordar as diferentes formas e evidências do protagonismo indígena, utilizamos o aporte teórico da Nova História Indígena, especialmente, nas reflexões propostas por Santos e Felippe (2016, 2017, 2018). Buscamos, ainda, recorrendo a Michel De Certeau (1998), identificar e discutir as estratégias governamentais de controle empregadas sobre os indígenas e as táticas por eles utilizadas para enfrentá-las. Valemo-nos das reflexões de Haesbaert (2020), Quijano (2005, 2009) e Lugones (2014) para identificar e discutir as práticas de violências sobre o corpo e o território Kaingang; das produções de Tedesco et. al (2013, 2021) para tratar da questão relativa à disputa de terras, e de Brighenti (2012, 2013, 2020, 2021), Bicalho (2010a, 2010b), Baniwa (2007), Munduruku (2012) e Bittencourt (2000, 2007) para reconstituir e compreender como se deu a articulação Kaingang e a formação do Movimento Indígena no Brasil. Interessa-nos, também, compreender a influência de organizações religiosas nesse processo de articulação, uma vez que, ao investigarmos os efeitos e as contestações às políticas desenvolvimentistas que incidiram sobre as terras indígenas, identificamos alguns personagens envolvidos nesse processo de formação de um movimento indígena no sul do país, resultante da articulação dos Kaingang, tema ainda pouco explorado pela historiografia no Rio Grande do Sul.pt_BR
Agência de fomento (dc.description.sponsorship)CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiorpt_BR
URI (dc.identifier.uri)http://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/12849
Idioma (dc.language)pt_BRpt_BR
Nome da instituição (dc.publisher)Universidade do Vale do Rio dos Sinospt_BR
País da Instituição (dc.publisher.country)Brasilpt_BR
Departamento (dc.publisher.department)Escola de Humanidadespt_BR
Sigla da Instituição (dc.publisher.initials)Unisinospt_BR
Programa (dc.publisher.program)Programa de Pós-Graduação em Históriapt_BR
Direitos de acesso ao documento (dc.rights)openAccesspt_BR
Assunto (dc.subject)Protagonismo Indígenapt_BR
Assunto (dc.subject)kaingangpt_BR
Assunto (dc.subject)FUNAIpt_BR
Assunto (dc.subject)Imprensapt_BR
Assunto (dc.subject)Igrejapt_BR
Assunto (dc.subject)Ditadura Militarpt_BR
Assunto (dc.subject)Rio Grande do Sulpt_BR
Assunto (dc.subject)Indigenous protagonismen
Assunto (dc.subject)Pressen
Assunto (dc.subject)Religionen
Assunto (dc.subject)Military Dictatorshipen
Tema (CNPq) (dc.subject.cnpq)ACCNPQ::Ciências Humanas::Históriapt_BR
Título (dc.title)“Não é certo a gente viver governado pelos outros quando a gente tem capacidade de fazer”: articulação e protagonismo Kaingang (Rio Grande do Sul, 1968-1985)pt_BR
Tipo de arquivo (dc.type)Tesept_BR

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