Avaliação do impacto da primeira onda de COVID-19 na vazão e características físico-químicas do afluente em uma estação de tratamento de esgoto do município de Porto Alegre
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A principal orientação para a população foi o distanciamento social e como forma de atender essa orientação sem parar totalmente serviços públicos e empresas uma parcela considerável dos trabalhadores adotou o trabalho remoto. Para avaliação do impacto da pandemia na operação do tratamento de esgoto foi necessário buscar dados em diversas fontes de informação. Centralmente os dados de monitoramento da operação do tratamento foram utilizados mensurações de vazão, DBO520°C e nitrogênio amoniacal dos últimos dois anos. Se por um lado o consumo de água tratada cresceu nos ramais residenciais no período da pandemia em relação ao período de referência na ordem de 3% a situação nos ramais das outras categorias vai na direção contrária com uma queda de 19% durante o período de pandemia. A proporção entre consumo residencial e os demais consumos aumentou durante a pandemia. Com a população ficando mais em casa e a diminuição das atividades comerciais, industriais e de serviços públicos do Sistema de esgotamento sanitário Navegantes – SES Navegantes. Através da análise dos impactos do distanciamento social no primeiro surto COVID-19 é possível antever como e de que forma a geração de esgoto e suas características físico-químicas podem responder a medidas similares de contenção em novos surtos da doença.
