Análise da qualidade nutricional de dietas de emagrecimento publicadas em revistas não científicas

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Programa

Agência de fomento

Resumo

Objetivos: avaliar e comparar a composição nutricional de dietas para emagrecimento publicadas em revistas não científicas de acordo com as recomendações dietéticas atuais. Métodos: Trata-se de um estudo transversal. Foram analisados doze volumes de revistas não científicas pertencentes a três editoras, todas com periodicidade mensal, destinadas ao público feminino, publicadas no período de dezembro de 2012 a março de 2013. A análise estatística foi realizada por meio dos testes qui-quadrado e t-student. As variáveis quantitativas foram descritas por média e desvio padrão ou mediana e amplitude interquartílica. As variáveis categóricas foram descritas por frequências absolutas e relativas. O nível de significância adotado foi de 5% (p≤0,05) e as análises foram realizadas no programa SPSS versão 18.0. Resultados: Foram analisadas doze revistas que resultaram em dezessete reportagens com sessenta e seis opções de cardápios, totalizando dezesseis dietas, com aporte calórico variando de 530,66 a 1575,01 Kcal/dia. As dietas recomendavam teor de carboidratos (p=0,010) e fibras (p=0,003), significativamente abaixo do recomendado e quantidades insuficientes de vitamina D (p=0,001), folato (p<0,001), cálcio (p<0,001) e ferro (p<0,001). O teor proteico das dietas, em %, ficou acima do recomendado (p<0,001) em todas as dietas. Quanto aos lipídeos e colesterol total, as diferenças não foram significativas. Conclusões: As inadequações observadas nas dietas publicadas em revistas não científicas permitem afirmar que os planos alimentares não alcançaram as recomendações diárias para o público alvo. Não atingindo as recomendações nutricionais médias de diversos nutrientes importantes para a manutenção da saúde, o que acaba por não ser possível de incluí-las dentro do conceito de “dieta saudável”.