Diretrizes para prototipagem na construção de cenários: artefato para conversação
Data de defesa
Autor(a)
Orientador(a)
Título do periódico
ISSN
Título do volume
Nome da instituição
Departamento
Programa
Agência de fomento
Esta pesquisa tem como objetivo propor diretrizes para prototipagem como elemento estruturante da construção de cenários. A prototipagem é abordada como uma performance para criação de artefatos exploratórios. Nessa abordagem, o protótipo é compreendido como artefato crítico: porta um argumento e provoca conversação. Para cumprir o objetivo, foram realizados três procedimentos metodológicos em sequência: pesquisa bibliográfica, entrevistas e workshops. Ao final de cada procedimento foi sintetizado um quadro com indicativos de diretrizes. Através da triangulação desses indicativos, formulou-se seis diretrizes. 1. Reflexões: estimular a criatividade e as ponderações através da curiosidade, aspectos lúdicos e reflexões análogas. 2. Vínculos: as relações construídas entre os atores reverberam engajamento que se estende além do momento do workshop. 3. Deslocamentos: eventualmente os atores vão se deslocar do caminho previsto e isso é desejável. 4. Aprendizagens: o protótipo é essencialmente um objeto de aprendizagem. Estimula-se que essa aprendizagem seja cíclica, recursiva, exploratória e improvisada. 5. Espaços: há uma série de espaços sustentados pela conversação que lastreiam a prototipagem e a construção de cenários. É relevante perceber esses espaços e edificá-los. 6. Intersecções: através da conversação, intermediar uma instância dialógica entre protótipo e teoria. Nessa instância, diferentes atores podem argumentar e expor suas visões, bem como aprender com as visões de outros. Constatou-se que, através da conversação, é possível explorar a construção de cenários e a prototipagem simultaneamente. A conversação é o elemento de nexo entre as duas dinâmicas. Ambas portam uma capacidade de promover vínculos entre os atores, gerar engajamento e aprendizagem. A utilização da prototipagem enquanto performance coletiva e dos protótipos enquanto argumentos plásticos potencializam a narrativa dos cenários. Nessa abordagem, a construção de cenários pode ser interpretada como um espaço de conversação semovente e contínuo. Paralelamente, a prototipagem é uma performance de reflexão-na-ação, aprendizagem recursiva e coletiva.
