O ensino da pronúncia do inglês sob um olhar cognitivo e socioculturalmente guiado: caminhos para a formação e atuação docente

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola da Indústria Criativa

Programa

Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

Esta pesquisa foi motivada pelo desejo de oferecer orientações para um grupo de 07 professores brasileiros que solicitou subsídios teórico-metodológicos para saber como tratar a pronúncia do inglês pedagogicamente em sua sala de aula. Essa orientação, a qual tomou forma de uma abordagem de ensino de pronúncia, foi construída a partir dos pressupostos da Fonologia Cognitiva (LANGACKER, 1987, 2008, 2013, 2017b, 2017c) e da perspectiva de ensino de inglês como língua internacional (JENKINS, 1998, 2000, 2001, 2002a; MCKAY, 2000, 2002, 2003, 2010, 2018; SEIDLHOFER, 2003; LLURDA, 2004; SHARIFIAN, 2009; MATSUDA, 2018; MARLINA, 2014, 2018; LOW, 2015, 2021; WALKER et al., 2021). Este estudo propôs, aos participantes uma oficina online que possibilitava uma reflexão crítica sobre o uso da abordagem de ensino de pronúncia. Em linhas gerais, os resultados apresentados neste estudo demonstram que os participantes: i) não foram instruídos para saber como tratar a pronúncia pedagogicamente em sala de aula durante sua formação docente inicial; ii) gostariam de ter recebido treinamento pedagógico nesta área, porque esse conhecimento lhes traria mais confiança e segurança para lidar com esse aspecto; iii) acolheram prontamente os princípios da abordagem de ensino de pronúncia proposta; e iv) apreciaram participar de uma formação crítico-reflexiva objetivando aprimorar sua prática docente e a abordagem em discussão. Estes resultados sugerem que esta pesquisa foi capaz de oferecer o suporte requerido pelos participantes e que propiciar espaço e momentos para professores interagirem, refletirem e dialogarem colaborativamente pode ser benéfico para o aperfeiçoamento de sua prática em sala de aula com vistas à construção de uma sociedade mais justa, democrática, igualitária e inclusiva. Ao mesmo tempo, espera-se que os resultados deste estudo não apenas encorajem mais discussões acerca da necessidade de se empoderar os (futuros) professores para integrar a pronúncia em sua prática cotidiana em sala de aula, mas igualmente estimulem professores e pesquisadores a repensar e ressignificar o ensino da pronúncia do inglês para um mundo globalizado.