A relação público-privada na organização sindical durante a ditadura civil militar nos anos 1970: o caso do sindicato dos metalúrgicos de Canoas/RS
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A viagem de João Goulart (PTB) à China em 1961, causou insegurança e desconfiança no cenário político nacional, particularmente entre os militares. O vínculo de "Jango" com o meio sindical e setores da esquerda tornou-se uma justificativa para que os militares declarassem abertamente o seu temor de que ele promoveria agitos subversivos no Brasil. Após o golpe civil militar, as estruturas hierárquicas industriarias permaneceriam as mesmas, no entanto os líderes sindicais pagariam o preço pela nova ordem política nacional ao serem depostos e perseguidos. Enquanto isso, o município de Canoas se industrializava e um novo sindicato surgia na região para representar os operários. Desde a emissão de sua carta Sindical, expedida pelo Ministério do Trabalho, em 1963 até 1980, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicos Mecânicas e de Material Elétrico de Canoas. O presente trabalho busca, através da análise documental, investigar o passado do STIMMME DE CANOAS durante a Ditadura Civil-Militar, para tentar conhecer e compreender o funcionamento desta entidade e o seu papel diante dos trabalhadores canoenses, tendo como base a análise de um específico e peculiar documento produzido pelo sindicato em 1979, disponível no acervo digital do Sistema de Informações do Arquivo Nacional.
