Acreditação hospitalar: Padrões aplicados na assistência de enfermagem em terapia intensiva

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

A excelência nos serviços prestados por organizações hospitalares deixou de ser apenas uma estratégia de mercado para a obtenção de vantagens competitivas. Qualidade, neste cenário, remete a uma preocupação constante com duas tônicas: de um lado, a exigência de evidências no uso de melhores práticas médico-assistenciais, para minimizar riscos e aumentar as condições de segurança dos pacientes; de outro lado, qualidade é uma estratégia para o alcance de resultados mais consistentes com a sustentabilidade, alcançada através do uso eficiente dos recursos e custos e remunerações compatíveis com a complexidade crescente dos diagnósticos e tratamentos. Para o alcance destes resultados, as instituições hospitalares têm recorrido a sistemas de avaliação de qualidade e acreditação, com vistas a incorporar práticas de consenso e criar uma sistemática de avaliação de desempenho. Dentre as áreas que compõem um sistema hospitalar, a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é a mais complexa e de maior risco. Com esta orientação, este estudo teve como objetivo identificar os padrões de acreditação hospitalar aplicados ao processo de enfermagem em Terapia Intensiva. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com levantamento de artigos na literatura no período de 2000 a 2010. Os resultados indicam que não há relação direta entre acreditação hospitalar e terapia intensiva. Os métodos e modelos utilizados na busca da qualidade são aplicados pelos órgãos acreditadores de forma sistêmica, com a indicação do uso de indicadores para a avaliação do desempenho, muitos aplicáveis especificamente à terapia intensiva. Para a enfermagem, o Programa Magnet, da ANA – Associação Americana de Enfermagem vem ganhando espaço nas instituições de saúde. No Brasil não existe registro de nenhuma organização acreditada nesta modalidade.