Posso te contar um segredo? O processo de revelação do HIV para parceiros afetivossexuais e filhos

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Saúde

Programa

Programa de Pós-Graduação em Psicologia

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

Com o acesso às novas tecnologias de prevenção e cuidado em saúde, as pessoas vivendo com HIV (PVHIV) deixaram de ter preocupações somente com adoecimento ou morte, desejando viver afetiva e sexualmente. Assim, passaram a vivenciar dilemas sobre a decisão de revelar, ou não, sua condição sorológica, especialmente a parceiros afetivossexuais e filhos. Estudos apontam que o apoio familiar promove adesão ao tratamento, entretanto, diante de um contexto estigmatizante, revelar a sorologia exige um importante processo decisório. A presente dissertação buscou discutir o fenômeno da revelação, a partir desse novo cenário contemporâneo. O Artigo I – “Se Eu não Contar, Como Ter Intimidade? Um Estudo de Casos Múltiplos Sobre o Processo de Revelação do HIV Para Parceiros Afetivossexuais” objetivou compreender como se dá o processo de revelação e a repercussão nas relações afetivossexuais de PVHIV. Foi realizado um estudo de casos múltiplos, com três casais, a partir de entrevistas semiestruturadas, Linha do Tempo do Relacionamento e Questionário de Dados Sociodemográficos. Os resultados apontaram que a história da aids, da década de 80, ainda se faz presente nas narrativas e que as PVHIV entendem a revelação da sorologia como elemento fundamental para constituição de intimidade na conjugalidade. O Artigo II – “Me Chamo HIV: Histórias de Vida, Autoconceito e Reflexões Sobre a Intenção de Revelar a Sorologia aos Filhos” objetivou compreender a forma como o diagnóstico se inseriu na história de vida pessoal e familiar, na constituição do autoconceito e as repercussões no desejo/processo de revelação aos filhos. Foi realizado um estudo de caso único, utilizando entrevistas semiestruturadas, Questionário de Dados Sociodemográficos e Genograma Familiar. Os resultados mostraram que a história de vida e as concepções sobre o HIV parecem repercutir no autoconceito e, consequentemente, na forma como a pessoa vivencia a intenção de revelar a sorologia aos filhos. A presença do HIV se mostrou um marcador identitário de diferença e exclusão, revelando a necessidade de atenção dos profissionais de saúde aos estigmas ainda associados às PVHIV.


Tema (CNPq)

ACCNPQ::Ciências Humanas::Psicologia

Tipo de arquivo

Dissertação

Como citar

Coleções

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por