Luiz Americano de Itabaiana: trajetória e memória pelo campo musical do Choro no Rio de Janeiro (1930-1950)

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em História

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

Esta tese investiga a trajetória do músico Luiz Americano entre as décadas de 1930 e 1950, propondo uma reavaliação de sua figura através de uma nova abordagem analítica metodológica, situada no campo da História e Música, dado o tratamento periférico concedido a ele pela literatura existente. O estudo organiza-se como um prisma que destaca as múltiplas circularidades entre sua vida pessoal e o desenvolvimento da música popular brasileira, enfatizando a necessidade de preencher lacunas narrativas e interpretativas. O primeiro capítulo concentra-se nas origens do artista na cidade de Itabaiana, Sergipe. Através de fontes primárias, busca-se compreender a formação de sua "vocação musical", analisando a influência de referências familiares, geográficas e culturais. Elementos como a Filarmônica Nossa Senhora da Conceição, as festas populares nordestinas e as bandas regionais e militares são apresentados como peças fundamentais para a construção de novos sentidos sobre sua trajetória inicial. O segundo capítulo analisa o deslocamento de Americano para o Rio de Janeiro, interpretando-o como uma estratégia de escape às condições de precariedade. A pesquisa evidencia como o uso de prestígio, redes de influência e a percepção de oportunidade foram cruciais para sua ascensão social e profissionalização. As bandas militares são apontadas como um canal indireto de formação para as primeiras orquestras e para a disponibilidade de músicos no cenário nacional. Neste contexto, Americano é visto como uma exceção, conseguindo viver exclusivamente da música, em contraste com a insegurança que marcava a classe musical da época. O terceiro capítulo aprofunda a relação entre música e poder, situando a carreira consolidada de Americano no contexto do Estado Novo. Sua proximidade com intelectuais vinculados ao projeto varguista, seu contrato em exclusiva com a Rádio Nacional e sua atuação sindical (analisada através dos arquivos do Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro) sugerem que ele se tornou uma opção "palatável" para representar o Choro, um gênero considerado "tipicamente brasileiro", alinhando-se às percepções estéticas investidas pelo regime. Por fim, o quarto capítulo orienta-se para a memória e o patrimônio, posicionando Luiz Americano como um elo entre gerações na genealogia moderna do choro. A análise de dois eventos-chave e de resultados de concursos de música demonstra sua representatividade entre músicos e seu reconhecimento pelo público, reforçando sua relevância para o patrimônio cultural brasileiro.


Tema (CNPq)

ACCNPQ::Ciências Humanas::História

Tipo de arquivo

Tese

Como citar

Coleções

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por