Utilização do Google Earth como plataforma para delimitação de Áreas de Preservação Permanente (APP's): um estudo de caso no município de São Leopoldo

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Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola Politécnica

Programa

Programa de Pós-Graduação em Geologia

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
PROSUP - Programa de Suporte à Pós-Gradução de Instituições de Ensino Particulares
Resumo

Atualmente nossa sociedade vive uma mudança de paradigma buscando a sustentabilidade. Através do desenvolvimento de novas tecnologias associadas ao geoprocessamento têm sido possível dimensionar problemas ambientais de forma muito mais precisa. O Google Earth disponibiliza gratuitamente imagens de satélites para as pessoas que têm acesso à internet. Para muitos locais essas imagens são de alta resolução e passíveis de serem utilizadas em muitas atividades de planejamento urbano e ambiental. Assim o principal objetivo desse trabalho foi por meio da utilização de imagens de alta resolução disponibilizadas gratuitamente pelo Google Earth e com o auxílio de um Sistema de Informação Geográfica (SIG), analisar a viabilidade de utilização das mesmas na definição das Áreas de Proteção Permanente (APPs) do Município de São Leopoldo/RS. Ainda como objetivos secundários são apresentados um método de estruturação de mosaicos advindos de cenas capturadas no Google Earth, verificação do Padrão de Exatidão Cartográfico (PEC) do mosaico e a proposta de um Sistema de Informação Geográfica (SIG) de baixo custo com a finalidade de auxiliar o gerenciamento ambiental de municípios de pequeno e médio porte. Como resultados obtidos através de testes estatísticos aplicados para analisar a qualidade da imagem georreferenciada e de acordo com a classificação do Decreto Lei 89817 ? Padrão de Exatidão Cartográfico concluiu-se que a imagem do Google Earth elaborada através de cenas capturadas a 5900 metros de altitude pode ser enquadrada em uma classe B e escala 1/15.000. Toda essa base cartográfica serviu como referência para geração das APPs, tais como: ao redor de nascentes, ao longo de cursos d´água, áreas úmidas e matas nativas, perfazendo as seguintes percentagens de ocupação territorial: 9,90%, 11,11%, 13% e 17%, respectivamente. Em termos de conclusões a pesquisa mostrou que imagens de satélites de alta resolução do Google Earth (associada a uma rede de pontos GPS) podem ser utilizadas de forma eficiente no aspecto de uma localização e quantificação mais precisa das APPs. Os produtos gerados por este estudo associados com a planta cadastral do município passam a desempenhar ferramentas importantes e de baixo custo para um planejamento integrado das diversas atividades desenvolvidas nas secretarias do município.