Kenneth Anger: do cinema experimental ao cinema-instalação
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Kenneth Anger é um artista de múltiplas facetas, cultuado como um dos mais importantes cineastas experimentais é também um mito da cultura pop e da cinematografia underground que nunca desistiu do cinema independente, preocupado mais com a poética visual do filme ao sucesso comercial. Por vezes incompreendido, o artista que rompeu padrões estéticos e éticos, ainda hoje, aos 83 anos, transita imponente na cena contemporânea cinematográfica, mais precisamente no cinema expandido. Desta forma, este artigo desdobra o amplo caminho de Anger como cineasta, desde o experimentalismo de Fireworks até a forma visionária de subversão de Scorpio Rising, do cinema experimental a vídeoarte, analisa como este artista tão singular e polêmico resiste ao tempo ao reinventar suas obras na forma de vídeo-instalação, chegando inclusive a Porto Alegre quase meio século após ter lançado seu primeiro filme. “Ou o tempo é invenção, ou ele não é nada” (Henri Bergson)
