Inteligência Artificial e a Gramática Ético-Jurídica da Sociedade (Pós)-Humana
Arquivos
Data de defesa
Autor(a)
Orientador(a)
Título do periódico
ISSN
Título do volume
Nome da instituição
Departamento
Programa
Agência de fomento
O tema desta tese é a proposição de um framework para a estruturação de regulação global de uma inteligência artificial responsável e ética. A sociedade tecnocientífica traz ao ser humano uma nova forma de pensar a relação humano-máquina, no denominado paradigma da exponencialidade e da digitalidade. As transformações que as novas tecnologias proporcionam ao ser humano são inúmeras, uma verdadeira disrupção na forma de pensar a sociedade, em suas múltiplas facetas. No contexto da Teoria dos Sistemas Sociais de Niklas Luhmann e no cenário da globalização, verifica-se um diálogo intra e interssistêmico entre os diversos subsistemas sociais que compõem a sociedade, a exemplo dos sistemas da política, da saúde, da economia e do Direito. Em um cenário de grandes e rápidas transformações tecnossociais, a regulação jurídica do tema da inteligência artificial, em nível global, através da global lex digitalis, tem como missão reduzir a complexidade social, no contexto de um novo paradigma regulatório, cujo tema é transcendental, considerando seu uso e aplicações na sociedade, e deve ter como centro de debates e preocupações ético-jurídicas o ser humano (humanocentrismo). O capítulo denominado O Sistema Psíquico da Centralidade da Ciência mostra, à luz da Teoria dos Sistemas Sociais de Luhmann, que a transdisciplinaridade é condição de possibilidade para a revolução tecnológica, e conduz para a necessidade de uma compreensão sistêmica, para uma nova gramática ético-jurídica da sociedade (pós)-humana como abertura epistemológica do Direito para a sociedade da tecnociência. O capítulo Direito e Sociedade: uma leitura sistêmica da sociedade tecnocientífica retrata o transbordamento das atuais fontes de produção do Direito, decorrente dos fenômenos da globalização e do pluralismo jurídico em um ambiente global, considerando que o tema da inteligência artificial tem relevância transnacional. O capítulo Inteligência Artificial: limites e (contra)sensos à evolução do homo sapiens (human against the machine?) – a caminho de uma gramática ético-jurídica da sociedade (pós)-humana, ponto alto da tese, reflete que a utilização de sistemas de IA deve obedecer normas ou standards jurídicos, sendo necessário abordar o tema da inteligência artificial à luz das implicações ético-legais da global lex digitalis, mediante um design do novo framework ético-legal (a new framework for a responsive global lex digitalis design) para dar conta dos desafios para a sociedade tecnocientífica. A metodologia utilizada para o desenvolvimento da tese é a sistêmico-construtivista, procurando-se demonstrar, à luz da Teoria dos Sistemas Sociais de Niklas Luhmann e da teoria do constitucionalismo social (fragmentos constitucionais) de Gunther Teubner, a importância de se estabelecerem cenários regulatórios globais na elaboração de normas ou standards jurídicos, a global lex digitalis, no contexto de um pluralismo jurídico policêntrico, sobretudo em relação à inteligência artificial. A conclusão da tese recomenda a necessidade da edição da global lex digitalis, no contexto da “autorregulação regulada”, que se traduz na necessidade de uma regulação de cunho ético-jurídico da IA, que pode ser protagonizada por organização internacional que discipline o tema da IA para aplicação no cenário global.
Assunto
Inteligência artificial
Novas tecnologias
Global lex digitalis
Sistemas sociais
Autorregulação
Framework
Digital law
Artificial intelligence
New technologies
Global lex digitalis
Social systems
Self regulation
Framework
Derecho digital
Inteligencia artificial
Nuevas tecnologías
Global Lex Digitalis
Sistemas sociales
Autorregulación
Framework
